
A Polícia deteve um homem na cidade da Matola, província de Maputo, acusado de vandalizar e furtar equipamentos de uma operadora de telefonia móvel. O crime, que terá causado prejuízos avaliados em cerca de 700 mil meticais, comprometeu o funcionamento da rede na região afectada.
O suspeito foi intercetado pelas autoridades na posse de cinco baterias industriais, alegadamente retiradas de uma antena de telecomunicações localizada numa zona periférica da cidade. A recuperação do material ocorreu durante uma operação policial desencadeada na sequência de denúncias de repetidos actos de sabotagem contra infraestruturas de comunicação naquela região.
Em sua defesa, o detido negou envolvimento directo no furto, afirmando ter sido apenas chamado para auxiliar na remoção dos equipamentos, sem conhecimento da suposta ilegalidade. Apesar da versão apresentada, as autoridades policiais avançaram que existem indícios que apontam para a participação do indivíduo noutros crimes semelhantes registados recentemente na Matola.
A operadora lesada informou que os prejuízos vão além do valor comercial das baterias subtraídas. Para além dos cinco equipamentos recuperados, foram destruídos cabos elétricos, componentes metálicos e parte da estrutura que suporta a antena, o que provocou a interrupção temporária do sinal de rede na área. A falha no serviço gerou constrangimentos junto dos utilizadores, com quebras nas comunicações móveis e no acesso à internet.
Especialistas do sector das telecomunicações alertam que este tipo de vandalismo tem um duplo impacto. Por um lado, representa custos elevados com a reposição de material e reparação das infraestruturas. Por outro, acarreta prejuízos sociais e económicos significativos, afectando particulares, empresas e serviços públicos que dependem da conectividade.
Neste momento, as investigações prosseguem com o objectivo de identificar outros possíveis envolvidos no esquema. De acordo com a Polícia, a complexidade logística necessária para remover e transportar baterias de grande porte reforça a suspeita de actuação em grupo.
O detido deverá ser presente às autoridades judiciais nos próximos dias, para legalização da detenção e eventual aplicação de medidas de coação. A Polícia apela ainda à colaboração da população, incentivando a denúncia de actividades suspeitas junto de infraestruturas críticas, consideradas essenciais para o funcionamento regular da vida económica e social no país.
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