
Novos movimentos e incursões de grupos terroristas registados nos últimos dias no distrito de Nangade, na província de Cabo Delgado, voltaram a provocar instabilidade e o deslocamento forçado de populações. Pelo menos 776 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, foram obrigadas a abandonar as suas residências em busca de segurança.
De acordo com o mais recente relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM), os deslocados são maioritariamente provenientes das aldeias de Machava, Samora Machel, Muangaza e Nkonga, zonas que têm sido alvo de recorrentes ameaças e incursões armadas.
O documento, que cobre o período de 17 a 25 de Abril, indica que muitas famílias fugiram de forma repentina, deixando para trás bens essenciais e meios de subsistência, como alimentos armazenados e campos agrícolas. Parte dos deslocados procurou refúgio na localidade de Mualela, enquanto outros se dispersaram por diferentes pontos do distrito, dependendo das condições de segurança e da disponibilidade de apoio.
Relatos locais apontam que, na semana passada, foram observados movimentos de grupos terroristas nas machambas da aldeia de Lijungo e nas zonas baixas da comunidade de Nkonga. Há indicações de saque de produtos alimentares e outros bens, o que agrava ainda mais a vulnerabilidade das populações afectadas, já confrontadas com dificuldades no acesso a recursos básicos.
Apesar de não terem sido reportados episódios recentes de violência directa contra civis nessas incursões específicas, o clima de medo e incerteza permanece elevado, levando muitas famílias a abandonar preventivamente as suas casas.
A situação humanitária na região continua a inspirar preocupação, uma vez que o aumento do número de deslocados coloca pressão adicional sobre as comunidades de acolhimento e sobre os recursos disponíveis, incluindo abrigo, água potável, alimentos e assistência médica.
Importa recordar que, nas últimas semanas, tem-se verificado uma reactivação da presença de grupos insurgentes em várias zonas do distrito de Nangade. Em resposta, as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique mantêm operações no terreno, contando igualmente com o apoio de forças armadas da Tanzânia, no quadro da cooperação bilateral para o combate ao terrorismo e reforço da segurança na região.
As autoridades continuam a acompanhar a evolução da situação, apelando à calma das populações e reforçando a necessidade de colaboração entre comunidades locais e forças de segurança, com vista à reposição da estabilidade e à protecção das populações civis.

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