
A tensão volta a subir no Hospital Central de Nampula, onde médicos não residentes ameaçam paralisar actividades a partir da próxima quinta-feira, 02 de Abril. Em causa estão alegados atrasos salariais e o incumprimento de acordos previamente estabelecidos com o Governo.
A decisão surge após, segundo os profissionais, sucessivos apelos ignorados. Numa carta que circula nas redes sociais desde a semana passada, os médicos justificam a paralisação com o silêncio das autoridades face às dívidas acumuladas de horas extraordinárias referentes aos anos de 2023 e 2024.
No documento, os profissionais exigem a regularização total dos valores em atraso, entre os pagamentos reclamados estão os de dezembro de 2023, bem como os meses de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 2024, além de Outubro, Novembro e Dezembro de 2025 e períodos subsequentes.
Os médicos deixam ainda um aviso claro: o trabalho extraordinário poderá ser suspenso caso não haja uma solução concreta para garantir o pagamento regular dessas horas, nos mesmos moldes já aplicados aos médicos residentes da unidade.
Entretanto, a Ordem dos Médicos de Moçambique, através da sua delegação em Nampula, afirma não ter sido oficialmente informada sobre a convocação da greve. O delegado provincial, Tomás Coimbra, explicou que a organização só tomou conhecimento do assunto de forma informal, à margem das celebrações do Dia Nacional do Médico.
Caso se confirme, a paralisação poderá afectar sobretudo os serviços prestados fora do horário normal na função pública, colocando pressão adicional sobre o já sobrecarregado sistema de saúde na região.

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