
O governo do Ruanda anunciou oficialmente a retirada das suas forças militares destacadas em Cabo Delgado, norte de Moçambique, processo que deverá estar concluído até o final de maio. A decisão, segundo fontes oficiais, está directamente ligada ao término do financiamento por parte da União Europeia (UE), que durante anos sustentou a missão ruandesa no combate ao terrorismo na província.
A saída das tropas de Kigali reacende o debate sobre a capacidade nacional de resposta à insurgência e levanta questões sobre a estratégia de segurança empregue nos últimos anos.
De um lado do espectro político e académico, analistas consideram que este momento representa uma viragem crucial. Para estes especialistas, o fim da missão estrangeira surge como uma oportunidade para Moçambique assumir o comando da sua própria segurança. Defendem que o país deve agora canalizar esforços e recursos para reforçar e equipar as Forças de Defesa e Segurança (FDS), garantindo assim a defesa da soberania e a capacidade de lidar autonomamente com as ameaças internas.
Por outro lado, há vozes críticas que questionam a natureza da missão ruandesa. Para este grupo, a presença da força estrangeira, sustentada por fundos europeus, foi sempre vista com reservas. Consideram que o modelo adotado foi suspeito, uma vez que, em vez de se investir na capacitação das forças locais, optou-se por financiar uma intervenção externa. Este cenário, argumentam, teria prolongado a dependência de Moçambique e evitado que o país desenvolvesse as competências necessárias para resolver o conflito por meios próprios.
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