Reconstrução pós-cheias em Moçambique poderá custar mais de 600 milhões de dólares

O Governo moçambicano estima necessitar de pelo menos 644 milhões de dólares para recuperar os danos causados pelas chuvas intensas das últimas três semanas, que provocaram cheias e inundações em várias regiões do país, com maior impacto no centro e sul. O plano de reconstrução, já aprovado em Conselho de Ministros, visa uma resposta integrada para restabelecer infraestruturas e apoiar as populações afetadas. 

Para fazer face a esta situação o Governo moçambicano necessita de pelo menos 644 milhões de dólares para restaurar os danos causados pelas chuvas intensas registadas nos últimos 20 dias. As inundações, que afectaram sobretudo as regiões centro e sul do país, provocaram 12 mortos, 45 feridos e quatro desaparecidos, além de terem atingido cerca de 692.522 pessoas, correspondentes a 151.962 famílias. 

Os estragos materiais são igualmente expressivos: cerca de três quilómetros da Estrada Nacional Número Um (EN1) – principal eixo rodoviário do país – ficaram danificados, enquanto 1.336 quilómetros de outras estradas foram destruídos. No sector habitacional, 771 casas foram totalmente destruídas e 3.447 parcialmente danificadas, e 229 unidades sanitárias ficaram inundadas. 

O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que falava após a 2ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, na cidade de Xai-Xai, admitiu que os valores ainda são preliminares, mas estão já contemplados no Plano de Reconstrução das infraestruturas destruídas. 

De acordo com Impissa,  ministro da Administração Estatal e Função Pública, o documento prioriza a proteção da vida humana e orienta a resposta e reconstrução com base em princípios de resiliência, inclusão e sustentabilidade. 

O Plano estabelece a reconstrução resiliente como princípio vinculativo, garantindo que as futuras infraestruturas possam resistir melhor a eventos climáticos extremos. Além disso, institui a planificação preventiva e permanente como pilares da governação, promovendo um desenvolvimento territorial mais seguro. 

“Ao aprovar as linhas estratégicas para a finalização deste Plano, o Governo reafirma a sua determinação em liderar um processo de transformação que reduza, de forma estrutural, os impactos das cheias”, afirmou o ministro, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM). 

 

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