
A vila municipal de Quissico, no distrito de Zavala, província de Inhambane, enfrenta uma grave crise laboral que já resultou na paralisação total das actividades no Conselho Municipal. Os 99 trabalhadores decidiram cruzar os braços após acumularem quatro meses consecutivos sem salários, incluindo o décimo terceiro.
A situação arrasta-se desde Dezembro de 2025, período a partir do qual os funcionários deixaram de receber os seus vencimentos. O cenário é descrito como crítico, marcado por dificuldades crescentes para garantir a subsistência das famílias e o cumprimento de compromissos básicos.
De acordo com os trabalhadores, a origem do problema não está directamente na gestão da autarquia, mas sim na falta de desembolso de fundos por parte do Governo, nomeadamente do Fundo de Compensação Autárquica (FCA), utilizado para o pagamento de salários nas autarquias.
Os últimos desembolsos terão sido feitos em Agosto de 2025. A partir daí, o município recorreu a receitas próprias para assegurar os salários até Novembro, mas desde então deixou de ter capacidade financeira para honrar os compromissos com os funcionários.
A crise está a ter impactos profundos na vida dos trabalhadores, muitos dos quais dependem actualmente de apoio de familiares e amigos para sobreviver. O acúmulo de dívidas, incluindo encargos bancários com juros de mora, agrava ainda mais a situação social.
Apesar da paralisação, os funcionários continuam a deslocar-se aos seus postos de trabalho, sem, no entanto, exercer qualquer actividade. Os serviços municipais encontram-se totalmente interrompidos desde o início da semana, com as instalações encerradas durante o horário normal de funcionamento.
Funcionários com vários anos de serviço na autarquia afirmam que nunca viveram uma situação semelhante, considerando esta a crise mais grave já registada no município.
O presidente do Conselho Municipal de Quissico, Abílio Paulo, reconheceu a gravidade do problema e admitiu que a paralisação já está a afectar o funcionamento da autarquia, incluindo a arrecadação de receitas.
O dirigente indicou ainda que o caso já foi comunicado às entidades competentes, havendo expectativa de que a situação possa ser resolvida nos próximos dias com o eventual desembolso de fundos.
Entretanto, a indisponibilidade de recursos financeiros continua a ser apontada como a principal causa do incumprimento salarial, enquanto cresce a pressão dos trabalhadores por uma intervenção urgente que permita restabelecer a normalidade e evitar o agravamento da crise social em Quissico.
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