
O projecto Mozambique LNG, um dos maiores investimentos energéticos em África, volta a ganhar fôlego após vários anos de paralisação, com garantias de segurança e renovado apoio político ao mais alto nível. A confirmação foi feita pelo presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, durante um encontro com o Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, em Bruxelas.
Segundo Pouyanné, estão reunidas as condições para dar continuidade à construção da planta de extracção e liquefacção de gás natural na Área 1 da Bacia do Rovuma, localizada no distrito de Palma, província de Cabo Delgado. O responsável assegurou que o projecto não deverá sofrer novas interrupções, destacando a melhoria do ambiente de segurança na região.
“O projecto não vai parar. Estamos comprometidos em torná-lo uma realidade, não apenas para Moçambique, mas também para a Europa e para o mercado global”, afirmou o dirigente, sublinhando o carácter estratégico da iniciativa num contexto internacional de crescente procura por energia.
O empreendimento esteve suspenso durante cerca de cinco anos devido à instabilidade provocada por ataques armados na região norte do país. Contudo, o relançamento ocorrido no início deste ano marca uma nova etapa, sustentada por reforço das condições de segurança e maior coordenação entre o Governo e os parceiros internacionais.
Pouyanné classificou como produtivo o encontro com o Presidente moçambicano, destacando o alinhamento entre as partes quanto aos próximos passos. O gestor garantiu ainda que continuará a deslocar-se regularmente a Moçambique para acompanhar de perto a evolução dos trabalhos e consolidar a cooperação institucional.
Avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, o Mozambique LNG é considerado um projecto estruturante para a economia nacional, com potencial para gerar milhares de empregos, dinamizar cadeias de valor locais e posicionar o país como um dos principais exportadores de gás natural liquefeito.
Paralelamente, durante a sua estadia em Bélgica, o Presidente Daniel Chapo reforçou o apelo ao investimento estrangeiro, convidando empresários europeus a explorar oportunidades em sectores estratégicos da economia moçambicana.
Num encontro com o sector privado europeu, o estadista destacou o potencial do país nas áreas de energia, gás natural, infra-estruturas, agricultura e turismo, sublinhando que Moçambique dispõe de condições favoráveis para negócios e expansão industrial.
Além do Mozambique LNG, o governante referiu outros projectos de referência, como o Coral Sul FLNG, liderado pela ENI e já em operação, e o Rovuma LNG, desenvolvido pela ExxonMobil, cuja decisão final de investimento poderá ser tomada nos próximos meses.
O Chefe de Estado salientou ainda a ambição de posicionar Moçambique entre os maiores produtores mundiais de gás natural. Actualmente no grupo dos dez principais, o país pretende alcançar o top cinco global nos próximos três a cinco anos, uma meta considerada estratégica para o crescimento económico.
Apesar do forte foco no gás, Daniel Chapo enfatizou a necessidade de diversificação económica, apontando oportunidades adicionais no sector da energia eléctrica, na agricultura e no turismo, como pilares complementares para o desenvolvimento sustentável.
A visita oficial de quatro dias à sede da União Europeia, em Bruxelas, terminou com sinais claros de reforço da cooperação entre Moçambique e parceiros europeus, num momento decisivo para o futuro energético e económico do país.
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