
Em visita ao histórico Hospital Rural de Chicuque, uma referência desde a era colonial que foi outrora considerado um hospital-escola que recebia médicos para estágio, conversamos com o Dr. Arlindo Romão, o medico e director desta unidade sanitária. Em entrevista, o director Dr. Arlindo Romão, num tom enfraquecido começou a detalhar o que chama de "lado nunca reportado" das unidades sanitárias do país, destacando que, actualmente, o Hospital Rural de Chicuque enfrenta as mesmas dificuldades que assolam outras unidades sanitárias do país, entre elas apontando a escassez orçamental e a falta de recursos humanos como os principais entraves hospitalares.
Segundo Dr. Arlindo, a diferença do Hospital Chicuque tem sido amparada desde a longa data pelo apoio da Igreja Metodista Unida e parceiros internacionais. "Agora há falta de anestésicos em quase todo o país, mas nós temos, nunca tivemos essa dificuldade", garantiu. "Tem faltado um pouco de tudo, mas a Igreja cobre essas lacunas. O director, revelou que o apoio tem sido crucial em áreas sensíveis como o fornecimento de medicamentos essenciais e anestésicos, produtos que escasseiam em grande parte do país. Esse é o contrato que a Igreja assumiu com o Ministério da Saúde", explicou.
O director foi franco ao admitir que, embora a igreja supra falhas em insumos e infraestrutura, ela não pode pagar salários. Esse é um desafio que coloca a unidade na mesma rota das greves e reivindicações trabalhistas nacionais. "Quando surgem situações de greve, graças a Deus, por causa desses apoios, alguns trabalhadores percebem que as condições de trabalho que existem em outros hospitais aqui é um pouco diferente. Dr. Arlindo acredita que as condições de trabalho diferenciadas têm ajudado a reter talentos.
Apesar das dificuldades estruturais, que incluem até os efeitos da erosão costeira que no ano passado destruiu a casa de um especialista, realojado provisoriamente com ajuda da igreja, o hospital tem investido na melhoria contínua. "É um dos hospitais que, pelo menos em termos de infraestrutura, está cada ano melhorando. Não passa um ano que o hospital não beneficiou de uma reabilitação, através da igreja e seus parceiros além do mar", afirmou Dr. Arlindo, referindo-se ao apoio vindo dos Estados Unidos e da Alemanha. A estrutura permite que familiares de pacientes transferidos de distritos vizinhos, como Panda, Homoine e Murrombene, tenham onde ficar sem precisar arcar com os custos de um aluguer na cidade.
Outro ponto de destaque é o acolhimento aos utentes. Para além da tradicional Casa de Espera para grávidas, o Hospital de Chicuque oferece uma Casa de Acompanhantes, equipada com água e energia. Como exemplo recente dessas melhorias, o director citou a aquisição de 130 colchões de boa qualidade, que já equiparam quase todas as enfermarias. "São informações que nunca alguém pede ou nunca publica, mas nós temos", desabafou. O médico reconheceu os desafios orçamentais e de recursos humanos que afectam a instituição e fez questão de destacar o papel vital da Igreja Metodista Unida e de parceiros internacionais que, segundo ele, tornam o hospital "um dos poucos abençoados" do país, conseguindo manter serviços e infraestrutura em meio à crise. A igreja tem dado esse apoio e melhora as condições", concluiu.
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