Governo garante reservas de combustíveis até Maio apesar da crise no Médio Oriente

O Governo voltou a avaliar, pela segunda vez em apenas 15 dias, os impactos da tensão no Médio Oriente, envolvendo o Irão e Israel, destacando a pressão sobre os preços dos combustíveis provocada pelas limitações no transporte de crude, em consequência do encerramento do Estreito de Ormuz.

Falando à imprensa após a VIII Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Executivo, Salimo Valá, assegurou que o país dispõe de reservas suficientes para garantir o abastecimento até à chegada de novos carregamentos previstos entre os dias 26 e 30 de Março.

Segundo o Ministro de Planificação e Desenvolvimento, o stock existente nos principais terminais oceânicos, aliado ao plano de reposição em curso, permite afastar, para já, o risco de escassez ou subida imediata dos preços dos combustíveis.

A posição do Governo surge duas semanas após ter garantido estabilidade no abastecimento e nos preços até Maio próximo. “Neste momento, não há sinais de agravamento dos preços dos combustíveis, tendo em conta as reservas disponíveis”, reiterou Valá.

Ainda assim, o Executivo reconhece a sensibilidade da situação internacional e garante estar a acompanhar de perto a evolução do conflito, mantendo diálogo com operadores do sector energético para mitigar possíveis impactos na economia nacional.

Relativamente à notícia sobre a alegada intercepção, pela Marinha Francesa, de um petroleiro sob bandeira moçambicana no âmbito de operações contra uma “frota fantasma” russa, o Governo afirma não ter sido oficialmente notificado. Valá assegurou que, caso se confirme qualquer envolvimento do país, o posicionamento será comunicado oportunamente através dos canais oficiais.

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