Governadora de Gaza pede calma enquanto investigações sobre desvio de donativos avançam

A Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, apelou à serenidade da população face às denúncias de alegado desvio de donativos destinados às vítimas das cheias que recentemente afectaram a região sul do país.

Falando sobre o caso, a dirigente afirmou ter regressado há pouco tempo à província, após cumprir uma viagem previamente autorizada, razão pela qual disse ainda não possuir informações detalhadas sobre o processo em investigação. Ainda assim, garantiu que as autoridades competentes continuam a ouvir os visados.

Segundo Mapandzene, neste momento os suspeitos beneficiam do princípio da presunção de inocência, cabendo aos órgãos judiciais esclarecer os factos e determinar a veracidade das acusações relacionadas com o alegado esquema de desvio de ajuda humanitária.

A governadora sublinhou também que, apesar das investigações indicarem a possível participação do Director do seu Gabinete no caso, o ambiente de trabalho no seio da sua equipa mantém-se tranquilo. Acrescentou que, até ao momento, não existem indícios que comprovem irregularidades cometidas pelo referido responsável.

Dez servidores públicos envolvidos no caso

Recorde-se que um total de dez servidores públicos foram detidos em Fevereiro último, suspeitos de envolvimento no desvio de donativos destinados às vítimas das cheias na província de Gaza Province.

Entre os detidos constam a então administradora do distrito de Xai-Xai, a vereadora de Administração e Finanças do Conselho Municipal local e o director do gabinete da governadora.

Dos dez arguidos, quatro já foram restituídos à liberdade, sendo dois mediante pagamento de caução e outros dois sob Termo de Identidade e Residência.

De acordo com o Serviço Nacional de Investigação Criminal, os suspeitos terão desviado diversos bens destinados às vítimas das cheias, entre os quais 41 fardos de roupa usada, 63 sacos de farinha de milho, 20 sacos de arroz de 25 quilogramas, caixas de óleo vegetal, dois sacos de feijão manteiga, embalagens de açúcar e colchões.

As investigações continuam em curso, enquanto as autoridades procuram esclarecer todos os contornos do alegado esquema de desvio de ajuda humanitária.

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