
O Presidente da República, Daniel Chapo, revelou que a petrolífera norte-americana ExxonMobil poderá tomar a decisão final de investimento (FID) do Projecto Rovuma LNG até Setembro deste ano. O anúncio foi feito na segunda-feira (16), durante uma visita a Bruxelas, onde o Chefe de Estado participou numa mesa-redonda com representantes do Governo belga e investidores interessados no sector energético moçambicano.
Segundo Chapo, o Executivo mantém um diálogo activo com a ExxonMobil, havendo a expectativa de que, entre Agosto e Setembro, seja possível anunciar oficialmente o avanço do projecto, localizado na Área 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.
O projecto tem registado sucessivos adiamentos nos últimos anos, sobretudo devido à instabilidade provocada pelo terrorismo no norte de Cabo Delgado, desde 2017. No entanto, o Presidente destacou que a situação de segurança tem vindo a melhorar, o que já permitiu a retoma de iniciativas no sector. Como exemplo, referiu o reinício, em Fevereiro, do Projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, na Área 1 da mesma bacia, após uma paralisação motivada pela insegurança.
Durante o encontro, Daniel Chapo apresentou ainda uma visão estratégica para transformar Moçambique num centro energético e logístico de referência na África Austral. Nesse contexto, destacou o papel da SADC e afirmou que o país tem potencial para se tornar um verdadeiro hub energético na região.
O Presidente sublinhou a importância da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que já fornece energia limpa a vários países vizinhos, e apelou ao investimento no projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, com capacidade prevista de 1.500 megawatts.
No domínio logístico, Chapo destacou os corredores de desenvolvimento de Maputo, Beira e Nacala como infra-estruturas-chave para o acesso ao interior do continente. Salientou ainda a modernização do Porto de Nacala e a aposta na digitalização das infra-estruturas logísticas, incluindo a criação de corredores digitais.
Para além da energia e logística, o Chefe de Estado defendeu a diversificação económica, com foco na agricultura e no turismo. Referiu o potencial das extensas áreas aráveis e dos cerca de 2.700 quilómetros de costa, bem como as oportunidades nas áreas de conservação, como o Parque Nacional da Gorongosa e a Reserva do Niassa, conhecidas pela sua rica biodiversidade.
Por fim, Chapo reiterou a ambição de posicionar Moçambique como um centro tecnológico regional, com a instalação de centros de dados e o reforço de parcerias público-privadas, aproveitando a disponibilidade energética para servir o mercado nacional e os países vizinhos.
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