Diálogo Nacional Inclusivo avança para fase de "ruralização" em 2026 após balanço positivo de 2025

A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (DNI) considerou bem-sucedida a participação cidadã no processo durante 2025 e anunciou a prioridade para 2026: levar o debate às zonas rurais, garantindo maior abrangência e representatividade. 

A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (DNI) fez um balanço positivo esta semana sobre as actividades realizadas ao longo de 2025, realçando a elevada participação pública e a apropriação do processo pela sociedade moçambicana. Num contexto inicial de cepticismo e polarização, o DNI afirmou-se como uma plataforma cívica de exercício da cidadania, participação democrática e soberania popular. 

“A sociedade civil apropriou-se do diálogo nacional, transformando-o num espaço de reforço da coesão nacional, reconciliação, paz e reencontro entre moçambicanos”, sublinhou a Comissão. O processo, segundo a avaliação apresentada, contribuiu para renovar o contrato social e fortalecer a confiança entre os cidadãos e a esfera pública. 

Durante 2025, o DNI promoveu auscultações em todas as províncias e na diáspora, envolvendo diversos estratos sociais, além de mesas-redondas com personalidades de reconhecido mérito e eventos específicos para mulheres, jovens e pessoas com deficiência. A inclusão foi destacada como ponto forte, com participação de todos os partidos políticos — alguns com propostas colectivas, outros individuais — e presença constante de actores políticos, sociedade civil, confissões religiosas, académicos e sector privado. 

Para o corrente ano, a grande aposta é a “ruralização” do diálogo. Entre março e maio, o processo será sediado a nível dos postos administrativos e localidades, com o objectivo de reforçar a inclusão territorial, a representatividade e a legitimidade do DNI. 

“Queremos dar espaço às elites rurais e às populações das localidades para que as suas ideias e preocupações integrem a visão global dos moçambicanos”, explicou a Comissão. Estão igualmente previstas mesas-redondas descentralizadas em todas as províncias, envolvendo académicos e actores locais, para evitar que o debate fique restrito a centros urbanos ou a certas elites. 

Após a fase de auscultação rural e provincial, seguir-se-á a sistematização das contribuições. As propostas resultantes serão depois submetidas a um novo ciclo de debate público, já focado na discussão de soluções concretas. 

A Comissão esclareceu que, durante esta etapa de auscultação, não serão apresentadas propostas próprias, mantendo-se o foco na recepção de contribuições dos cidadãos. A elaboração e apresentação formal de propostas só ocorrerá após o primeiro semestre, quando se considerar concluída a fase de recolha alargada. 

“O objectivo é garantir que o exercício seja o mais participativo, abrangente e inclusivo possível, tanto nas zonas urbanas como rurais”, reforçou a Comissão Técnica, reafirmando o compromisso de conduzir o Diálogo Nacional Inclusivo até à construção de consensos amplos em torno da diversidade de ideias e visões existentes no país.

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