
A directora técnica e pedagógica de uma creche no norte de Portugal foi detida por alegado envolvimento no tráfico de estupefacientes, num caso que está a causar forte impacto na comunidade local. Durante as buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ), foram encontradas “grandes quantidades de cocaína” no gabinete da responsável.
A arguida, Ana Sofia Teixeira, exercia funções numa instituição pertencente à Associação de São José, ligada à Igreja, que veio a público manifestar total surpresa face aos factos. Em comunicado divulgado esta terça-feira, a associação assegura que nunca existiu qualquer indício que levantasse suspeitas quanto à conduta da funcionária. Tanto os corpos gerentes, como trabalhadores, associados e utentes receberam a notícia com enorme surpresa”, refere a nota, acrescentando que “nunca transpareceu o menor sinal susceptível de colocar em causa a sua honorabilidade”. A instituição afirma ainda ser completamente alheia a quaisquer actos ilícitos eventualmente praticados pela arguida, bem como desconhecer se as suas instalações terão sido utilizadas para tais fins.
A detenção ocorreu na passada quinta-feira, 16 de Abril, na região do Baixo Minho, no âmbito de uma operação conduzida pela PJ de Braga. Segundo as autoridades, Ana Sofia Teixeira integrará, alegadamente, uma rede de tráfico de droga em conjunto com o seu companheiro, Ricardo Rodrigues, e com Luís da Silva, antigo atleta de MMA do Vitória Sport Clube, conhecido por “Pinho”.
Os três suspeitos encontram-se em prisão preventiva desde sexta-feira, 17 de abril, sendo indiciados pela prática de crimes relacionados com o tráfico de estupefacientes. A investigação aponta para a existência de um esquema organizado que operava desde 2025, com ligações a um fornecedor conhecido como “Vítor do Ouro”.
De acordo com os dados apurados, o grupo adquiria placas de cocaína com cerca de um quilograma, que eram posteriormente preparadas e distribuídas através de uma rede estruturada. As autoridades suspeitam ainda que a arguida não só participava nas operações como utilizava a creche onde trabalhava para armazenar a droga.
O caso assume contornos particularmente sensíveis devido ao alegado envolvimento de uma instituição de acolhimento infantil, levantando preocupações quanto à segurança e fiscalização destes espaços.

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