Cheias no Sul ameaçam retoma da Maragra para 2026

As cheias que recentemente assolaram as províncias de Maputo e Gaza não causaram apenas danos humanos e materiais imediatos. Elas colocam em risco um dos principais projectos de reactivação industrial da região: a retoma da produção na Açucareira da Maragra, prevista inicialmente para 2026. Os estragos em infraestruturas críticas e nas culturas comprometem o calendário e exigem um esforço adicional de reconstrução.

Pelo menos seis mil hectares de machambas de cana-de-açúcar ficaram inundados ou danificados devido às cheias que assolaram as províncias de Maputo e Gaza.  Além disso, os estragos estendem-se a duas infraestruturas vitais para a operação da empresa: o sistema de bombagem de água no campo e o dique de proteção.

De acordo com a fonte ligada ao processo, a magnitude dos danos torna complicada a retoma das actividades da Açucareira da Maragra dentro do prazo inicialmente previsto, que era o ano de 2026. Isto porque, antes de qualquer reactivação industrial, será necessário um longo trabalho de recuperação: reparar o dique, restabelecer o sistema de irrigação e avaliar a possibilidade de replantio dos canaviais perdidos.

Consequentemente, o projecto que simbolizava a esperança de reanimação económica e geração de emprego massivo na região do Baixo Limpopo enfrenta agora um novo e sério obstáculo. A situação impõe a necessidade de uma reavaliação urgente do cronograma e de um possível redireccionamento de investimentos para a fase de emergência, o que pode atrasar significativamente o tão aguardado reinício da produção de açúcar.

 

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