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A cidade de Xai-Xai enfrenta novamente uma situação crítica devido à subida do nível das águas do Rio Limpopo, que está a provocar inundações e a comprometer seriamente a circulação e a vida normal da população.
A via de Wenela, conhecida localmente por “pavê”, voltou a ficar intransitável após o desmoronamento das margens junto à ponte, causado pela força do caudal. A estrada, que serve como alternativa à Estrada Nacional Número Um (N1), tinha sido recentemente reaberta depois de danos provocados por cheias anteriores, mas não resistiu à nova pressão das águas.
Com o corte desta via, a mobilidade passou a depender quase exclusivamente da N1, embora existam receios de que a continuidade da subida das águas possa igualmente afectar esta importante estrada, com possíveis repercussões a nível nacional.
De acordo com o presidente do Conselho Municipal, Ossemane Adamo, o número de deslocados continua a crescer. Cerca de 3.500 pessoas já abandonaram as zonas afectadas, procurando refúgio em áreas mais seguras, enquanto outras mil permanecem ainda na zona baixa, considerada de maior risco.
Apesar de algumas áreas, como o centro da cidade, ainda não estarem totalmente inundadas, muitos residentes optam por permanecer nas suas casas. As autoridades garantem que os serviços básicos continuam a funcionar, mas admitem preocupações relacionadas com a segurança de bens, devido ao risco de furtos.
A zona comercial da baixa foi fortemente afectada, com estabelecimentos praticamente destruídos. Comerciantes retiraram os seus produtos e transferiram as actividades para a zona alta, que, no entanto, não possui capacidade suficiente para acolher toda a dinâmica económica local. Estima-se que cerca de 600 unidades comerciais estejam impactadas.
Após sinais recentes de recuperação, depois das cheias registadas em Janeiro, a cidade volta agora a enfrentar um cenário de retrocesso. As autoridades indicam que esta nova vaga de inundações poderá durar mais de uma semana.
Há, contudo, uma diferença em relação ao passado recente: a população mostra-se mais colaborativa no processo de evacuação, que decorre de forma mais rápida e organizada.
Mesmo assim, o cenário continua preocupante, com o nível das águas a subir de forma contínua. As autoridades alertam para o risco de agravamento da situação, sobretudo se a Estrada Nacional Número Um (N1) vier a ser afectada.
O Conselho Municipal apela à retirada imediata das pessoas que ainda se encontram na zona baixa e reforça o alerta para que se evite qualquer contacto com as águas das cheias, consideradas perigosas. Recorde-se que, no mês de Janeiro, foram registadas vítimas mortais associadas a comportamentos de risco, como nadar ou pescar em zonas inundadas.
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