Caos na ligação: Ponte entre Mulotana e Malhapswene é "engolida" pelas águas e isola população

A chuva incessante na zona sul do país está a minar uma infraestrutura vital: a ponte sobre o Rio Matola, que liga Malhapswene a Mulotana. Na manhã desta segunda-feira (12), a realidade foi dramática. O caudal aumentou de tal forma que as águas literalmente "engoliram" a estrutura, tornando-a intransitável e transformando a travessia num desafio perigoso.

Este colapso não foi uma surpresa total. Em primeiro lugar, o rio carece urgentemente de dragagem para facilitar o curso normal das águas, para além disso, segundo fontes no local, o hábito de depositar lixo no leito do rio, sobretudo à calada da noite, tem agravado o problema, obstruindo a passagem das aguas sob a ponte. Como resultado, a fúria das águas tem aberto brechas nas laterais, criando caminhos alternativos e, pior, acelerando a erosão que reduz a altura da ponte a cada enchente.

No entanto, a resposta tem sido insuficiente. Moradores denunciam que, apesar de visitas das autoridades municipais ao local desde 2012, não se registaram mudanças significativas. As consequências são palpáveis: esta manhã, populações de Zilinga, Machau Chau, Zambeze e Mandzauine viram-se impedidas de sair para os seus locais de trabalho, ficando isoladas.

Importa realçar que este episódio expõe uma carência mais ampla. A via entre Malhapswene e Mulotana clama por uma estrada consistente e segura, capaz de suportar a mobilidade de pessoas e bens. Afinal de contas, trata-se de um distrito em franca expansão, que atrai residentes de várias regiões. A ponte sobre o Rio Matola é mais do que uma estrutura de concreto; é a artéria principal de uma comunidade, e o seu colapso paralisa vidas e a economia local.

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