Aluno activa granada em escola e provoca vários feridos na província de Maputo

Uma explosão provocada por um engenho explosivo de tipo granada causou feridos, alguns em estado grave, na tarde desta terça-feira, na Escola Secundária Filipe Nyusi, no distrito da Manhiça, província de Maputo.

Segundo informações preliminares apuradas no local, o incidente ocorreu quando um aluno, alegadamente na posse de uma granada, terá activado o engenho de forma acidental, provocando a detonação no recinto escolar. O episódio interrompeu abruptamente o ambiente de normalidade que se vivia na escola durante o período da tarde.

A explosão resultou em vários feridos, entre estudantes e vendedores informais que se encontravam nas imediações da instituição. De acordo com fontes locais, algumas vítimas apresentam ferimentos graves, enquanto outras sofreram lesões ligeiras.

Os feridos foram encaminhados para diferentes unidades sanitárias, conforme a gravidade dos casos. Estudantes com escoriações e ferimentos leves receberam assistência no Centro de Saúde de Maluana. Já os casos mais críticos foram transferidos para o Hospital Distrital da Manhiça, onde permanecem sob cuidados médicos intensivos. Há registo de pelo menos um aluno que terá perdido um membro superior em consequência da explosão.

Após o incidente, as autoridades locais mobilizaram-se para o local, com destaque para a Polícia da República de Moçambique, que iniciou diligências para apurar as circunstâncias em que o engenho explosivo foi introduzido no recinto escolar.

Alguns alunos foram conduzidos ao Posto Policial de Maluana para prestar declarações, no âmbito das investigações em curso. As autoridades procuram esclarecer a origem da granada, bem como eventuais responsabilidades associadas ao caso.

O incidente gerou um clima de pânico e consternação entre estudantes, professores e encarregados de educação. Testemunhas descrevem momentos de desordem imediata após a explosão, com alunos a tentarem abandonar o recinto escolar e a procurarem assistência para os feridos.

 

A presença de vendedores informais no interior ou nas proximidades da escola levanta igualmente questões sobre segurança e controlo de acesso, num contexto em que objectos perigosos não deveriam, em circunstância alguma, circular em ambiente escolar.

Este episódio reacende o debate sobre os mecanismos de controlo e segurança nas escolas moçambicanas, particularmente em zonas onde o acesso aos recintos não é rigorosamente monitorizado. A entrada de um engenho explosivo numa instituição de ensino evidencia fragilidades que poderão exigir medidas urgentes por parte das autoridades competentes.

Especialistas em segurança defendem a necessidade de reforço dos sistemas de vigilância, sensibilização dos alunos e comunidades, bem como a cooperação entre escolas, famílias e forças de segurança, de modo a prevenir ocorrências desta natureza.

Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais detalhadas sobre o número exacto de vítimas, nem sobre a origem do engenho explosivo. As autoridades continuam a trabalhar no terreno, aguardando-se um pronunciamento formal que possa clarificar os contornos do incidente.

Entretanto, a comunidade local permanece em estado de alerta, enquanto se aguarda pela evolução do estado clínico dos feridos e pelos resultados das investigações em curso.

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