Altos quadros governamentais detidos em Gaza por alegado desvio de donativos destinados às vítimas das cheias

A detenção da Administradora do Distrito de Xai-Xai, Argilência Chissano, e da Directora do Gabinete da Governadora da província de Gaza, Dora Artur, foi confirmada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), no âmbito de um processo relacionado com o alegado desvio de produtos alimentares destinados às famílias afectadas pelas recentes cheias.

As detenções resultam de um trabalho investigativo desencadeado após denúncias sobre o desaparecimento de bens armazenados no armazém do Governo distrital de Xai-Xai. Segundo o porta-voz do SERNIC em Gaza, Zaqueu Mucambe, as diligências permitiram recolher indícios suficientes que sustentaram a intervenção das autoridades.

Durante a operação, foram apreendidas diversas quantidades de produtos alimentares avaliados em mais de 350 mil meticais, que deveriam ter sido distribuídos a populações em situação de extrema vulnerabilidade. Entre os bens constam produtos essenciais integrados nos pacotes de assistência humanitária destinados às vítimas das inundações.

De acordo com o SERNIC, há fortes indícios de que os produtos terão sido retirados do circuito formal de distribuição, em violação dos procedimentos estabelecidos para a gestão de donativos. As investigações decorrem com o objectivo de apurar o destino final dos bens e determinar se houve benefício directo por parte das suspeitas ou de terceiros.

As autoridades admitem que o alegado esquema possa envolver outros funcionários ou colaboradores, não estando excluída a possibilidade de novas detenções à medida que o processo avança. O caso é considerado particularmente sensível, tendo em conta o envolvimento de titulares de cargos públicos e o impacto social do alegado crime.

Entretanto, foi igualmente detido, nesta segunda-feira, um fiel de armazém no distrito de Chibuto, também na província de Gaza, suspeito de participação num esquema semelhante de desvio de donativos destinados à assistência humanitária.

O caso está a gerar forte indignação pública, num momento em que numerosas famílias continuam a enfrentar dificuldades resultantes das cheias e dependem do apoio institucional para a sua subsistência.

Os detidos encontram-se à disposição da justiça para os devidos procedimentos legais, enquanto prosseguem as diligências com vista ao total esclarecimento dos factos e ao apuramento de responsabilidades.

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