Activista denuncia suborno e inversão de papéis em caso de tráfico em Nampula

Segundo Pachoneia, Comandante da 2ª Esquadra teria prendido familiar de traficante, mas mandante do crime teria subornado funcionário do Gabinete de Combate à Corrupção para libertar o suspeito e incriminar o oficial.

Cidade de Nampula – Circula nas redes sociais em Moçambique uma nova versão sobre a actuação do Comandante da Segunda Esquadra da cidade de Nampula, até então apontado como receptor de suborno. Segundo o activista social Pachoneia, a história real seria o inverso do que vem sendo noticiado, envolvendo agora um suposto esquema de suborno dentro do próprio Gabinete de Combate à Corrupção (GCC).

De acordo com a publicação do activista, o Comandante da esquadra teria agido dentro da lei ao prender o sobrinho de um indivíduo conhecido como "Apa". O jovem teria sido detido após cumprir ordens do tio para entregar um telemóvel, cinquenta mil meticais, duas tigelas de metanfetamina (meta fina) e uma quantidade de seruma (droga conhecida localmente) a terceiros.

A versão de Pachonea indica que o mandante, "Apa", inconformado com a detenção do familiar e a atitude firme do Comandante, terá então recorrido a outro método para resolver a situação. Para libertar o sobrinho traficante e, simultaneamente, desviar as atenções, "Apa" teria subornado um funcionário do Gabinete de Combate à Corrupção com o valor de quatrocentos mil meticais.

A acusação do activista é grave: o montante teria servido para garantir a soltura do detido daquela esquadra e, além disso, para orquestrar uma campanha de desinformação. O objectivo seria confundir a comunicação social e a opinião pública, fazendo parecer que foi o Comandante quem liderou e beneficiou do esquema criminoso, quando, na verdade, este teria sido o responsável pela prisão inicial.

Em tom de promessa, Pachonea afirma que nos próximos dias revelará publicamente a identidade do funcionário do Gabinete de Combate à Corrupção que, supostamente, terá recebido o suborno para manipular o processo.

Até ao momento, não houve uma reação oficial do Comandante da Segunda Esquadra de Nampula nem do Gabinete de Combate à Corrupção sobre as acusações feitas pelo activista nas redes sociais.

 

 

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