
Natural de Manica e criada em Messica. Em conversa com o Jornal Preto e Branco, Memore contou mudou-se para Chimoio aos 15 anos onde viveu com uma prima, casada com um italiano. Percorreu o ensino secundário nas escolas Samora Machel e Eduardo Mondlane. Ainda jovem, casei-me as 22 anos", "já mãe de um filho, foi ao frequentar a 12ª classe que a minha vida deu um novo rumo, recorda. A Memore Sente, após formar-se como cabeleireira no Zimbábue, iniciou o seu primeiro ofício de cabeleireira trabalhando com a prima e mais tarde abriu o seu próprio salão, que manteve durante 15 anos. A rotina foi interrompida pelo surto da COVID-19. "Fui obrigada a parar o salão por causa da situação da Pandemia", conta.
Foi nesse momento de incerteza que a inspiração bateu me à porta. Um vizinho alemão, que possuía um hotel, fechou as portas. "Olhei para o trabalho que ele fazia e pensei: 'Porque é que eu não posso fazer isso?'"Decidida, Memore optou por reabrir a empresa. Apesar da comprar do negócio do alemão, os planos não avançaram. Inicialmente, recebia apenas pessoas locais ou em missões de trabalho. "Comecei no tempo da COVID-19, mas não era fácil. As fronteiras estavam fechadas", lembra.
Foi então que, com a ajuda do meu filho, decidiu apostar nas redes sociais para divulgar o espaço. A estratégia digital surtiu efeito rápido: "Não acabou um mês e tivemos a primeira cliente, uma senhora francesa."
Esta força de vontade enraizou-se num sonho meu antigo: "Nunca quis ser empregada. O meu sonho era empregar pessoas. Hoje olho para o negócio, que o alemão caiu, mas eu consigui levantar."O sucesso trouxe um dilema interno. Durante um tempo, Memore conciliou as duas profissões, recebendo clientes de cabeleireiro no hotel. "Não sabia separar. Usava as duas coisas ao mesmo tempo", admitiu. O caminho, porém, não foi isento de provações. O falecimento do meu marido, um pilar fundamental no negócio, foi um golpe duro. "Muita gente pensou que eu ia fechar. Mas eu disse: 'Não, vou parar'." E passou. Hoje, vejo as dificuldades como aprendizado. "Parece que até me estimulam"
Hoje "já esqueci a cabeleireira. Agora penso em cursar no turismo. O turismo estava escondido dentro de mim", frisou, mostrando-se entusiasmada com o ambiente empreendedor e multicultural que o hotel lhe proporciona. "Cada vez vem um francês, um alemão, um espanhol. É uma mistura e estou a aprender mais." A Pensão Ya Mute orgulha-se da sua filosofia inclusiva. "Não trabalho só para ganhar. Mesmo quem tiver pouco consegue passar a noite aqui", "Aceitamos críticas. Sentamos, analisamos o erro e tentamos não repetir", garantiu Memore, destacando a opção de camping no jardim para quem não pode pagar um quarto.
No presente, Memore conta com o apoio de parceiros como o Parque Nacional do Chimanimane, com quem troca serviços e clientes, e uma ajuda especial: o actual namorado, que vive nos Estados Unidos, mas colabora activamente na gestão da empresa. "Ele já faz parte. Está dentro da empresa", conclui, com um sorriso. Olhando para o futuro, o sonho é ambicioso e claro: "Sonho com muitos quartos aqui. Fazer algo maior. Nos meus 52 anos, sinto que não posso passar desta fase sem realizar o que estou a sonhar." A mensagem final da empreendedora para outras mulheres é um conselho simples, mas profundo: "Amar o nosso trabalho. Aprender a gostar do que se faz. Porque se fazemos tudo com o coração, sai melhor. E vamos mais longe." No coração de Chimoio, a Hotel e Pensão Ya Mute é mais do que um ponto de passagem; é o reflexo da resiliência de uma mulher.
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