
Foi na Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo, que o projecto “Empreendedorismo Social no Feminino – Turma IMPAR” ganhou forma no último dia 12 de Maio de 2026. A cerimónia de lançamento reuniu mais de 15 formandas selecionadas entre cerca de 200 candidaturas, marcando o arranque de uma formação internacional que promete transformar jovens em agentes de mudança na economia social da África Subsaariana.
A iniciativa surge no âmbito do Projecto ÍMPAR – “Empoderar a Mulher na África Subsaariana como Promotora da Economia Social” – financiado pelo programa Erasmus+ da União Europeia. O objectivo, neste caso, é claro: reforçar competências empreendedoras de jovens mulheres, promovendo, ao mesmo tempo, a inclusão económica e o desenvolvimento sustentável.
A abertura da turma foi dirigida pelo coordenador do projecto, Prof. Doutor Eduardo Chiziane, que aproveitou o simbolismo do local para deixar uma mensagem inspiradora. “Estarmos na Faculdade de Direito simboliza o reconhecimento do direito das mulheres de empreender e liderar mudanças nas suas comunidades”, afirmou o docente. Durante o evento, ele destacou, ainda, a importância da formação para a autonomia feminina e o papel transformador da mulher na economia social.
Com duração de um mês e certificação internacional, o curso aposta numa abordagem prática e multidisciplinar. As formandas, com idades entre os 18 e os 20 anos, terão a oportunidade de explorar temas como liderança feminina, gestão de negócios sociais, desenvolvimento de iniciativas sustentáveis e criação de impacto positivo nas comunidades.
Vale lembrar que a seleção das participantes foi altamente competitiva: perto de 200 jovens candidataram-se para as 15 vagas disponíveis. Isso demonstra, segundo os promotores, o crescente interesse feminino por soluções inovadoras no campo social.
O Projecto ÍMPAR não nasce, porém, de um esforço isolado. Pelo contrário, resulta de uma parceria internacional que inclui o Instituto Politécnico de Lisboa (Portugal), a Universidade de Cabo Verde, a Universidade do Mindelo, a Universidade Técnica de Angola, a Universidade Independente de Angola e a Universidade Pedagógica de Maputo, entre outras instituições académicas africanas e europeias.
Por fim, de acordo com os organizadores, a formação pretende capacitar as jovens para que possam desenvolver negócios sociais sustentáveis. Dessa forma, espera-se contribuir para a redução das desigualdades de género e, simultaneamente, para o fortalecimento da economia local na região subsaariana.

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