
Uma mulher foi encontrada morta numa cela da Polícia da República de Moçambique (PRM), no Boquisso, horas após ter sido detida sob suspeita de envolvimento na morte do marido, um militar. A família contesta a versão oficial, levantando dúvidas sobre as circunstâncias do ocorrido.
A vítima, Aida Sérgio, foi inicialmente detida no bairro Santa Isabel no domingo, pouco depois da morte do esposo. O pai de Aida relata que a jovem foi chamada à esquadra e, na ocasião, o procurador avaliou que não havia provas suficientes para mantê-la detida, determinando a sua libertação.
No entanto, na terça-feira, Aida foi novamente convocada à esquadra e acabou detida por segunda vez. Horas mais tarde, por volta das 20h, o pai recebeu uma chamada do procurador informando que a filha teria tentado tirar a própria vida.
Segundo informações da família, Aida foi levada ao Hospital Central de Maputo, mas chegou à unidade sem sinais vitais.
O pai afirma que o corpo apresentava sinais de agressão no pescoço e questiona como um suicídio poderia ter ocorrido dentro de uma cela, considerando as condições de vigilância e segurança do local.
A PRM, por sua vez, sustenta que a mulher teria tentado suicidar-se com um lenço. Ainda não foram divulgados relatórios oficiais sobre a ocorrência ou investigações internas que esclareçam as circunstâncias da morte.
O caso levanta preocupações sobre a segurança e o tratamento de detidos nas celas policiais, além de suscitar questionamentos sobre a transparência dos procedimentos durante detenções de suspeitos em situações sensíveis.

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2026-05-21

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