FEMATRO garante circulação normal dos chapas e recusa o aumento das tarifas em Maputo

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) afastou, esta terça-feira, qualquer possibilidade de paralisação no sector do transporte semi-colectivo urbano e garantiu que não haverá aumento imediato das tarifas praticadas na cidade de Maputo.

O posicionamento surge numa altura em que circulavam informações sobre uma eventual greve dos operadores de transporte e uma possível revisão dos preços cobrados aos passageiros, situação que gerou preocupação entre os utentes que diariamente dependem dos “chapas” para se deslocarem na capital do país.

Falando à imprensa, representantes da FEMATRO esclareceram que o subsídio anunciado recentemente pelo Governo é dirigido aos proprietários e transportadores devidamente licenciados, e não aos motoristas, contrariando interpretações que estariam a alimentar desinformação no seio do sector.

A federação sublinhou que, apesar das dificuldades que os operadores enfrentam, sobretudo relacionadas com o aumento dos custos operacionais, não existe qualquer orientação para a suspensão dos serviços ou para a alteração das tarifas actualmente em vigor.

Entretanto, a FEMATRO reconhece que alguns veículos não chegaram a operar em determinadas rotas ao longo do dia, alegadamente devido a intimidações e receios por parte de alguns motoristas, bem como à escassez de combustível registada em alguns postos de abastecimento da cidade e arredores.

Ainda assim, a organização assegura que a maioria dos transportes semi-colectivos continua a circular normalmente, garantindo o transporte de passageiros nas principais vias da cidade de Maputo e áreas periféricas.

A FEMATRO apelou igualmente à calma entre os operadores e passageiros, pedindo que não sejam disseminadas informações sem confirmação oficial, de modo a evitar alarmismo e perturbações no funcionamento do sistema de transporte público.

Nos últimos meses, os transportadores têm vindo a manifestar preocupação face ao agravamento dos custos de exploração, com destaque para os combustíveis, manutenção das viaturas e aquisição de peças sobressalentes, factores que continuam a pressionar a sustentabilidade do sector.

Apesar disso, a federação reafirma que mantém diálogo com o Governo para encontrar soluções que permitam minimizar os impactos económicos sobre os operadores sem prejudicar os passageiros, sobretudo num contexto marcado pelo elevado custo de vida.

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