Arsénia Massingue desafia ESHTI a ser uma referência do ensino superior no País

Arsénia Massingue desafia ESHTI a ser uma referência do ensino superior no País

A Secretária de Estado na Província de Inhambane, Arsénia Felicidade Massingue, desafiou na Sexta-feira, dia 28 de Agosto, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), através da sua Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane (ESHTI), a continuar a assumir uma posição de vanguarda como instituição de referência do ensino superior moçambicano na promoção do turismo e do desenvolvimento sustentável.

De acordo com Arsénia Massingue, a ESHTI não deve limitar-se a ser apenas um espaço de aprendizagem, mas afirmar-se como um verdadeiro motor de transformação social e de desenvolvimento local.

A dirigente falava durante a cerimónia de graduação de 57 técnicos superiores, formados em diversas áreas do saber. Do total de graduados, 33 são mulheres, correspondentes a 57,9%, e 24 são homens, equivalentes a 42,1%.

Na ocasião, a governante apelou a uma maior intervenção local da ESHTI, através da oferta de cursos de curta duração em áreas como restauração e bar, guia de turismo, gastronomia e relações públicas.

A iniciativa, segundo explicou Arsénia Massingue, poderá contribuir directamente para o fortalecimento das comunidades locais e para a criação de competências capazes de se traduzir em oportunidades de emprego e empreendedorismo.

A Secretária de Estado da Província de Inhambane defendeu que a ESHTI deve promover seminários, actividades de extensão e eventos culturais que estimulem a participação das comunidades, favoreçam a troca de saberes e contribuam para o fortalecimento do tecido social.

 

Segundo a governante, estas iniciativas poderão promover a inclusão social, incentivar o empreendedorismo, dinamizar a economia local e valorizar a rica cultura da província de Inhambane, criando oportunidades concretas para um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.

A fonte informou que, para o Governo, a formação representa um investimento no capital humano e constitui uma base para impulsionar o desenvolvimento sustentável, a inovação e a prosperidade. Por isso, acrescentou, o Governo reconhece, estimula e valoriza o papel da educação como um dos pilares centrais para a construção de uma sociedade mais justa, produtiva e próspera.

Aos graduados, a governante da província de Inhambane observou que, ao longo da formação, estes não adquiriram apenas conhecimentos técnicos e académicos, mas desenvolveram também competências para enfrentar os desafios do presente e transformá-los em oportunidades.

Por sua vez, o Reitor da UEM,  Manuel Guilherme Júnior, frisou que a ESHTI, com mais de duas décadas de existência, continua a afirmar-se como uma instituição de referência e um centro de excelência, demonstrando uma extraordinária capacidade de resiliência perante as adversidades.

O Reitor lembrou que, ao longo de mais de duas décadas, a ESHTI enfrentou crises globais e locais, limitações e diferentes desafios. "Contudo, mantivemos viva a nossa missão: formar profissionais de qualidade, capazes de dinamizar os sectores da hotelaria e do turismo, sectores estratégicos para o desenvolvimento económico, social e cultural de Moçambique", referiu.

Manuel Junior fez saber que a Escola já formou um total de 1.624 profissionais em diferentes áreas da hotelaria e do turismo. Entretanto, sublinhou que o número não representa apenas uma estatística.

Aos graduados, o dirigente chamou a atenção para o facto de o mercado de trabalho exigir profissionais dotados de competências técnicas sólidas, capazes de compreender as dinâmicas e exigências dos sectores da hotelaria e do turismo e, sobretudo, preparados para se adaptar a um contexto em permanente transformação.

O Reitor da mais antiga Universidade do País acrescentou que é através da combinação entre conhecimento, criatividade, capacidade de adaptação e espírito .

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