
Paulo Vilanculo"
-Sr....
- Sim, sim, chefe...
- No teu gabinete está tudo bem?
- Sim, sim, tenho todos subsídios.
- Os magistrados?
- Estão bem!
- Os deputados?
- Estão bem também!
- O miúdo?
- Está muito satisfeito e manda transmitir a sua gratidão!
- Os empresários?
- Estes estão em murmúrios...
- O que eles querem?
- Dizem que estão em momentos sombrios...
- Os empregados?..
- Quais empregados, chefe: os domésticos ou funcionários?
- Tanto faz...
- Andam em calafrios...
- Prometem distúrbios?
- Não, não, são de paz!
- Bem, bem, o que eles reclamam?
- Comparativamente a nós, querem um susto dos seus alegados subsídios e magros salários...
- Que aumento eles sonham?
- Acham e dizem que gostariam que a remuneração mínima em Moçambique ascendesse pelo menos a décima parte do bônus dos alfandegários...
- Isso é declarar guerra com os senhorios!
Mas porque exigir assim, tanto honorário?..
Eles deviam compreender que aqui em Moçambique já não existe a classe dos operários!
- Dizem que ouviram no telejornal que os dígitos subiram na nossa economia...
- Temos que fazer pouco, pouco, mas muitas vezes e não dar muito de uma só vez para chegarmos à bons subsídios...
O que estraga esta gente é teimosia
Eles não estão a ver aquela situação de Macomia?
Eles não percebem que estamos em crise?
A nossa vida está apertada
A vida está difícil para todos nós
Não há razão amararem a nós!
Em Moeda também não circula a moeda...
A fome está fustigar também Memba
Em Lichinga, já não sai bom feijão
Tínhamos que cada um compreender outro irmão
Acho que cada um devia abrir mão
Este é o nosso único caminho para salvação
O pais não esta a produzir, isso é verdade!
Esta é a nossa dura realidade
Continuaremos a viver na pobreza absoluta, do povo em reluta!
2025/12/3
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