O Professor

Paulo Vilanculo"

Seguindo a trompeta com sorrir de uma flauta Na mestria harmónica Ombreio a fé hiperiónica Não como santo, mas pecador Um simples pescador Com ajuda de todos santos Ando em cantos Com euforia Contemplo o mundo da sofia Um escravo preso a sua cruz Dando a luz Com temor Desbravo cérebros servos Sacudindo adágios irónicos de falácias utópicas Desconstruindo teorias das metafísicas Apregoou orgulhosamente a sapiência Essência e eloquência da ciência Não sou profeta Não sou João Baptista Não sou artista Não sou poeta Mas, um pouco em mim espreita Não sou sedutor Dou a minha parte para despertar as vidas Na inércia das almas estáticas e perdidas Não sou ateísta Nem catequista Sou educador Sou professor

2025/12/3