O MAR DA ANA

Paulo Vilanculo"

Veio a senhora Ana

Acompanhado de chuva e do senhor vento, seu príncipe

Namoraram fortemente,

Em segundos engravidaram o rio revubué

Os espíritos dizem que tudo começou em Dômue.

Maldoso rio serpente rapidamente engordou,

Estradas e ponte tudo levou

Nivelando a planície e o mar,

As águas malignas engoliram Chingozi à pedreira.

Na sua dragagem o rio varreu almas

Só deixou lágrimas de lamas

Tudo ficou alagado afogando o nosso calor e nossa poeira

Nossos cabritos natos tetenses,

a única coisa nossa, da nossa terra que nos pertence,

refugiaram-se em Karoeira

Malvadas águas fugitivas lavraram cultivos e tramaram vidas

Atristeza, pelo diabo às populações foi ofertada

Certeza que as donzelas enfadadas do norte estão muito emocionadas

Tartarugas de  judas já chegaram  prestes para ajuda

Campanhas politicas de solidariedade andarão de mãos dadas

Olhos na erva e repolho no orvalho

é apenas o que é proporcionado para atenuar a ressaca das pessoas afectadas

Deus acuda o povo da Ana e seu mar.

2025/12/3