
Alberto Mudjadju"
Essa é a pergunta mais antiga sobre o poder. Uma questão feita por pelo poeta Juvenal que nos assombra até os dias de hoje, Décimo Júnio Juvenal seu nome completo, que viveu entre os 55 d.c. à 128 d.c. no Império Romano: Quis custodiet ipsos custodes? (Quem vigia os vigias?), essa questão foi feita em um contexto onde falava dos maridos ciumentos que trancavam as esposas em casa com guardas eunucos (homem castrado, era removido os testículos e o pênis antes da puberdade ou já adulto), daí questionou: e se o guarda se envolver com ela, quem vigia o vigia? Só que esta questão saiu do seu verdadeiro contexto e virou o princípio universal do poder, hoje pode ser usado para Policia que bate; serviço secreto que espiona; algoritmo que modera conteúdo; ONG que desvia doação. Para Juvenal a virtude que não resolve problema da república é só vaidade. Essa pergunta faz se sentir até os dias de hoje, pois todo o sistema precisa de alguém com força para proteger os outros, policia, militares, SISE, Juiz, até administrador do grupo de Wathsaap, mas quem garante que esse guarda não abusa da força? E se o fizer quem vai proteger o cidadão comum? Cria se inspeção, depois a inspeção da inspeção, isso vira uma cadeia infinita, um dia o maior inspector não tem quem o faça a inspeção. Por outro lado, confia se na lei, e esta por sua vez é só um papel, se um guarda tem a arma, pode rasgar o papel, essa lei só funcionara se houver um outro guarda disposto a aplicá-la contra o primeiro. Em seguida é dado plenos poderes ao povo, onde o voto, imprensa, redes sociais, protesto, funciona, mas o povo também pode ser manipulado e o linchamento não faz parte da justiça. No bairro por exemplo quem guarnece o chefe do quarteirão que cobra para resolver um caso no bairro? É a polícia, e se essa polícia recebe alguma parte do valor? No completo geral o sistema só aguenta se houver custo real para o guarda que abusa, porque sem esse custo o guarda vira dono.
Por essa razão ninguém tem o monopólio do uso da força, porque o militar não pode prender o civil sozinho, o polícia não pode julgar, o Juiz não tem exército. Em suma, de nada adianta o serviço militar obrigatório, navio butaneiro ou estratégia para o Estreito de Ormuz se o guarda que controla o porto vende o acesso, ou o guarda que comanda coluna está do outro lado. O impacto real existirá se o guarda tiver a população como seu guarda para cumprir com aquele que é o seu propósito no acto de juramento da bandeira. ʺ O melhor guarda é aquele que sabe que está a ser visto, e o pior guarda é aquele que acha que ninguém pode vê-lo.
2025/12/3
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