
Alberto Mudjadju"
A última reunião de Davos foi a 56ª Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, realizada em Janeiro de 2026, na Suiça. O tema central foi a cooperação internacional e o crescimento econômico sustentável, com foco em inovação responsável e prosperidade dentro dos limites ambientais. Foram discutidos vários pontos como diálogo e cooperação para enfrentar os desafios actuais, bem como a importância de abordar a desigualdade e a distribuição de riqueza, para não deixar de lado a necessidade de cooperação global para regular a inteligência artificial, e por fim, o impacto das mudanças climáticas e a necessidade do financiamento climático. Moçambique esteve representado no evento, apesar do cancelamento da participação do Presidente da República, Daniel Chapo, devido às cheias no país. Moçambique esteve na mesa ou no menú em Davos, essa é uma reflexão profunda sobre a posição do país no contexto global, pois estar na mesa significa que Moçambique tem voz activa e influência nas decisões globais, moldar o seu próprio destino e construir para o desenvolvimento regional e internacional. Estar no menú implica que o país é visto como um recurso a ser explorado, sem controle sobre o seu próprio destino ou beneficios. Para Moçambique estar na mesa significa desenvolver pensamento estratégico nacional para pensar o país e a região, e fortalecer a integração regional. Estar na mesa ou no menú, depende do que Moçambique quer para si mesmo, resumindo se numa questão de escolha e acção (colocar em prática as suas escolhas).
Desenvolver pensamento estratégico é fundamental para Moçambique estar na mesa e não no menú, desencadeando várias actividades como: criar um grupo de especialistas e lideres que pensam a longo prazo e desenvolvam estratégias para o país; investir em educação de qualidade e promover a inovação para desenvolver capital humano e tecnológico; reduzir a dependência de recursos naturais e promover sectores como serviços, agricultura e industria; trabalhar com a SADC e outros blocos regionais para aumentar a influência e cooperação; e capacitar lideres que pensem a longo prazo e sejam capazes de implementar estratégias eficazes. Bem como algumas acções especificas como defenir objectivos nacionais e regionais, melhorar infra-esruturas para apoiar o crescimento econômico, e envolover a sociedade civil no processo de tomada de decisões. Com estas acções, Moçambique pode desenvolver um pensamento estratégico forte e estar mais preparado para os desafios globais.
Moçambique neste momento é visto como quem não consegue tomar por si só os seus destinos e consequentemente esteja no menú, porque depende da ajuda externa para financiar seu orçamento e projectos, o que pode criar uma percepção de dependência, assim como a exploração de recursos naturais por empresas estrangeiras pode criar uma percepção de que o país não tem controle sobre seus próprios recursos. A falta de investimento em infraestrutura pode limitar o crescimento econômico e criar uma percepção que o país não é capaz de se desenvolver, é outro factor a levar em consideração, para não ignorar a corrupção e má gestão que podem criar o entendimento que o país não é capaz de gerir seus próprios assuntos, e finalmente, a dependência de commodities (produtos básicos que são negociados em mercados globais) pode criar uma percepção que o país não tem a capacidade de diversificar sua economia. Em contra-partida, para inverter esse cenário Moçambique precisa desenvolver uma economia diversificada, investindo em sectores como agricultura, Industria e outros serviços; melhorar as infra-estruturas para apoiar o crescimento econômico; implementar politicas eficazes para combater a corrupção e má gestão; e aumentar a transparência na gestão dos recursos naturais e na alocação dos recursos. Com essas acções o país pode mudar a percepção que não consegue tomar os seus próprios destinos. Moçambique enfrenta dasafios como a dependência de recursos naturais, vulnerabilidade a choques externos e a necessidade de transformar o crescimento econômico em progresso social duradouro, e o país está a trabalhar para se tornar uma economia mais resiliente e inclusiva, com foco em serviços e agricultura para promover o crescimento sustentável.
2025/12/3
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