O POVO CONTINUA A VIVER NO «LIMIAR DA POBREZA» Daniel Chapo é insondável.

Afonso Almeida Brandão"

Que tem intelecto submediano e carisma nulo é consabido. Para nós, o grande enigma é, contudo, o facto de — excluindo aqueles que se fingem seus Admiradores da “treta” porque fazem “parte do clube” e têm uma vaca para ordenhar — a verdade é que a Daniel CHAPO não se lhe conhece um único admirador, um único fã que se possa dar como exemplo. Joaquim Chissano tinha fãs, Armando Guebuza tinha legiões de fãs, Filipe Nyuse sabe Deus os fãs que tinha, embora lhe faltasse o carisma de Líder. E em relação à Família de CHAPO e ao que julgamos saber, ninguém é seu fã (asseguram-nos as “más linguas”). E, no entanto, ELE lá trepou a escada da Política, sorrateiro, até ao topo. Este mistério adensa-se quando se tenta compreender como é que alguém com tamanha falta de magnetismo, de rasgo, de narrativa, conseguiu atravessar com sucesso o crivo Eleitoral, embora sabemos que foi graças às aldrabices que existiram, à «boca das urnas», a nível do País, que viria a originar a sua falsa Vitória — aliás, sucessivamente verificada desde o longínquo Ano de 1975, com a FRELIXO sempre “a ganhar” o “poleiro” da Governação, à frente dos Destinos de Moçambique!!!...) Fê-lo sem ardor, mas com naturalidade, como se sempre tivesse estado destinado ao cargo, mesmo não reunindo nem qualidades nem popularidade para tal, contrariamente a Venâncio Mondlane que era quem devia estar no Palácio da Ponta Vermelha como Presidente da República de Moçambique — mas isso é outra questão para os nossos analistas — que proliferam nos habituais Canais da Televisão da nossa praça — sem terem a coragem suficiente de pôr “os pontos nos is”... Chegados aqui digamos que Daniel CHAPO representou uma Vitória osmose, o triunfo da apatia. Com a agravante que ele sabia perfeitamente que não tinha ganho as Eleições Presidenciais. Além de não possuir Postura não teve Carácter nem um “pingo de dignidade” pois a sua obrigação era ter recusado tal nomeação a bem da Verdade. Mas o “presente” era maior do que a “gula”... Daniel CHAPO não passa de um sujeito simples que não desperta nada a ninguém, e foi assim, como um fantasma em pantufas, que chegou ao cargo das maiores decisões colectivas. É um nível preocupante de fadiga cívica quando aceitamos que alguém de quem ninguém gosta tome as decisões por todos, «pois se não estás connosco, estás contra nós»... e alguém irá tratar-te da saúde. Esta falta de estima do Povo não se limita a ser um detalhe sociológico: reduziu-lhe consideravelmente a margem de erro desde o primeiro dia. Sem crédito emocional — nem com o Povo, nem com as máquinas dos Repórteres-fotográficos, do eco dos holofotes dos Operadores de Câmara e dos Jornalistas — cada tropeção é amplificado como os de Antecessores seus não foram. Não estamos a manifestar pena: aliás, a sua performance não tem vindo certamente a conquistar fãs pelo caminho. Obter a liderança quando já ninguém gostava dele nem da FRELIMO não foi um começo auspicioso, e tudo o que se seguiu, posteriormente, à sua tomada de posse, para o cargo ao qual foi indegitado, convenhamos que o panorama não se apresentava a seu favor e acabou por ser bem pior, pois o descontentamento do Povo era generalizado... Já era difícil querer proteger a sacralidade da Democracia quando ela paria mediocridade de que as pessoas gostavam; agora, Mediocridade impopular é um novo fundo. E a Esperança do Povo prevalece cada vez mais evidente, não obstante continuar a viver abaixo do Limiar da Pobreza e sem qualquer Futuro no no Limiar do Horizonte...

2025/12/3