
O Governo, através do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, pretende reforçar as medidas de combate ao contrabando de castanha de caju.
Intervindo hoje, em Maputo, na I Sessão do Comité de Amêndoas, o ministro da tutela, Roberto Albino, estimou que, nos últimos três anos, cerca de 35 mil toneladas de castanha foram exportadas ilegalmente, através de esquemas que lesaram o Estado em cerca de 457 milhões de Meticais.
Albino considera que chegou o momento de pôr fim a esta situação, através da adopção de medidas concretas.
Parte dos casos foi identificada através do cruzamento de informações dos serviços aduaneiros dos países de destino, com destaque para a Índia e o Vietname, que não correspondem às declarações feitas pelos operadores nacionais.
Além da castanha, o gergelim é outro dos produtos que lidera a lista da rede de contrabando. Actualmente, existe uma lista de 52 empresas que operam no país, as quais estão indiciadas de exportação ilegal, representando um prejuízo para o Estado na ordem de 260 milhões de dólares americanos.

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