
O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) defendeu, há dias, em Maputo, uma adopção responsável e orientada para resultados da Inteligência Artificial (IA), destacando o potencial desta tecnologia para melhorar serviços, aumentar a eficiência das empresas, desenvolver competências e estabelecer novas oportunidades para a economia moçambicana.
A posição foi expressa durante o AITOUR, encontro acolhido no Auditório do BCI, que juntou especialistas em tecnologia e Inteligência Artificial, representantes dos sectores empresarial e financeiro, academia, parceiros tecnológicos e profissionais de diferentes áreas, para debater caminhos para acelerar a aplicação prática da IA em Moçambique.
Na abertura, o Director Central Adjunto da área de Retalho e Empresas do BCI, Ivo Maíche, afirmou que a Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma discussão sobre o futuro e está já a transformar a forma como as pessoas trabalham, produzem, comunicam, aprendem e tomam decisões. “A tecnologia só faz sentido quando, de facto, agrega valor”, afirmou, acrescentando que, no sector financeiro, a IA abre possibilidades concretas para conhecer e servir melhor os Clientes, simplificar processos, apoiar a tomada de decisões, reforçar a segurança e desenvolver soluções mais ajustadas às necessidades das pessoas e das empresas.
Ivo Maíche chamou, igualmente, atenção para a necessidade de uma adopção assente na responsabilidade, segurança, protecção de dados, ética, competência e confiança. Sublinhou, neste contexto, que a transformação exige o envolvimento conjunto da banca, empresas tecnológicas, universidades, reguladores, instituições públicas, empreendedores e jovens.
Intervindo à distância, o CEO e fundador do AITOUR, Emerson Pinha, destacou a importância de democratizar o acesso à Inteligência Artificial, defendendo que esta não deve ficar concentrada nos grandes centros tecnológicos mundiais, mas constituir também uma oportunidade para os mercados emergentes desenvolverem capacidades e aumentarem a sua competitividade.
Pinha apelou, particularmente, à aposta na juventude e no desenvolvimento de competências, defendendo uma abordagem orientada para a aplicação imediata da tecnologia. “Devemos perguntar o que podemos fazer nos próximos 30, 60 ou 90 dias”, afirmou, incentivando empresas e instituições a identificarem processos concretos que possam ser melhorados através da IA.
Ao longo do encontro, os participantes debateram temas como a transformação de iniciativas em projectos concretos, os desafios de Moçambique para acelerar a adopção da IA, com foco na educação,
trabalho e competências, bem como investimento, condições de mercado e primeiros passos. Os painéis incluíram momentos de diálogo com a plateia e troca de experiências.
Ao acolher o AITOUR, no ano em que assinala três décadas de actividade, o BCI reafirma o seu compromisso com a inovação e a transformação digital, promovendo espaços de conhecimento, diálogo e construção de parcerias capazes de converter tecnologia em soluções concretas.
Para o Banco, inovar significa, acima de tudo, colocar a tecnologia ao serviço das pessoas e construir o futuro com confiança.

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