Autoridades desmentem desaparecimento da Madeira apreendida em Mocímboa da Praia

AQUA e PPRNMA esclarecem que o produto apreendido está sob guarda e controlo, contrariando notícia publicada esta sexta-feira

A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, Instituto Público (AQUA, IP), em coordenação com a Polícia de Protecção de Recursos Naturais e Meio Ambiente (PPRNMA), apreendeu, no dia 27 de Setembro de 2026, no Bairro de Zalala, na Vila de Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado, 9.117 pranchas de madeira nativa, correspondentes a 547,02 metros cúbicos.

A apreensão resultou de acções de inteligência do corpo de fiscalização ambiental, com o objectivo de combater o abate, transporte e comercialização ilegal de recursos florestais, no âmbito da protecção do património natural do país. A madeira, constituída por espécies nativas classificadas como preciosas, encontrava-se armazenada em quintais residenciais localizados na zona da praia, aguardando pelo carregamento em barcaças com destino à vizinha República Unida da Tanzânia.

No âmbito do processo, a Procuradoria Provincial da República de Cabo Delgado nomeou o Serviço Distrital de Actividades Económicas de Mocímboa da Praia, na pessoa de Neves Malueca Uahova e do seu substituto legal, Rogério Alfredo Mutacate, para efeitos de inventariação, extracção de amostras, guarda e controlo.

Este procedimento foi antecedido pelo processo de acondicionamento iniciado pelo Administrador do Distrito, no âmbito do qual foram movimentadas 1.600 tábuas do local da apreensão para as instalações do Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas (SDPI), tendo o local ficado sem espaço para acondicionamento das restantes 7.517 tábuas. Face a esta situação, o Governo do Distrito identificou um armazém situado no interior do Quartel das Forças da Unidade de Intervenção Rápida local (UIR) para acolher a madeira remanescente. O transporte para o novo local já iniciou e conta com o apoio logístico do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS).

As autoridades tomaram conhecimento da publicação, pelo Jornal Notícias desta sexta-feira, de uma informação que dava conta do alegado desaparecimento da madeira apreendida. Na sequência das diligências realizadas, o Governo do Distrito confirmou a existência da madeira, tendo disponibilizado imagens fotográficas indiferenciadas para comprovar os factos.

Ainda ontem, 16 de Outubro, estiveram no local o Administrador do Distrito e o Comandante Distrital da Polícia da República de Moçambique, acompanhado por efectivos da corporação, equipas da AQUA Central, Provincial e Local, SERNIC e o Director do SDAE.

As autoridades esclarecem, assim, que é falsa a informação sobre o desaparecimento da madeira apreendida em Mocímboa da Praia, reiterando que estão em curso os procedimentos de acondicionamento, guarda e controlo do produto apreendido.

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