Preto & Branco

Mulheres e Homens formados em matéria de produçã de quantidade e qualidade pela SOCODEVI

A Socodevi é uma rede de cooperativas canadianas criada em 1985 que apoia a criação e fortalecimento de cooperativas ou outras Formais de associação contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável dos países onde opera, colaborando com as comunidades locais para o melhoramento de suas condições de vida.

Vários são os desafios que as mulheres rurais enfrentam face a covid-19 entre eles a falta de condições para uma produção de alimentos de qualidade, algumas mulheres vivem em condições precárias o que por algumas vezes condiciona na produção. A falta do mercado constitui um dos grandes desafios para essas mulheres facto este que a Socodevi pretende formar e transmitir conhecimentos de produção de qualidade e quantidade em tempos de pandemia.

Josina Aurora Nhantumbo especialista em igualdade de gênero disse a nossa reportagem que acabar com as desigualdades de entre o homem e mulheres na agricultura pode trazer mudanças positivas na vida das famílias rurais.

“Quando as mulheres tiverem acesso igual a terra, água, sementes e insumos, educação, formação agrícola, crédito, mercados e diretos legais, a Socodevi acredita que o cooperativismo é uma estratégia válida para o Empoderamento da mulher rural, e o que reforço da adaptação das mulheres às mudanças climáticas pode contribuir para o aumento da sua produção.”Frisou

A mesma foi mais além ao destacar que o projeto de Empoderamento Económico das Mulheres Rurais em Moçambique é financiado pelo governo de Canadá com cerca de 14 milhões de dólares americanos e será implementado nas províncias de Maputo, Gaza entre outras parceiros não governamentais locais e internacionais.

“Pretende contribuir para o melhoramento das condições de vida das famílias de 2500 mulheres e 500 homens, incluindo jovens das zonas rurais em Manjacaze, Guijá, Chókwè em Gaza e Manhiça e Marracuene em Maputo, través da promoção de práticas agrícolas inteligentes resilientes ao clima e o cooperativismo moderno”. Disse Nhantumbo

Questionada sobre os desafios que as mulheres rurais têm enfrentando face a pandemia, a especialista Aponta que ” A nível de Mundial 79% das mulheres ativas trabalham no sector agrícola e principalmente na produção agrícola do seu país, entretanto em África as mulheres produzem 80% dos alimentos, mas possuem apenas 1% da terra o que constitui um grande desafio para elas, em Moçambique 80% da população depende da prática da agricultura, dos mesmos 60% são mulheres, que grande parte pratica a agricultura de subsistência”.

Como o projeto irá ajudar a enfrentar esses desafios?

“Numa primeira fase o projeto pretende formar todos os agricultores como forma de abrir as suas mentes para uma boa estratégia de produção em tempos de pandemia, nesse mesmo projeto estaremos a trabalhar com três cadeiras de valor falando da Batata doce, horticulas e feijão vulgar, vale lembrar que além de formar as mulheres só em questões de cultura vamos transmitir as mesmas o conhecimento dos seus direitos falo do direito ao acesso à terra, direitos ao acesso sexual e reprodutiva, a violência baseada no gênero e outras questões baseada no direito com o objetivo de assegurar que essas mulheres e homens precisam conhecer os seus direitos para poder se beneficiar”. Terminou Nhantumbo

De realçar que espera-se que as mulheres rurais tenham a agricultura como fonte de renda, diferentemente do que acontece nos tempos atuais em as mulheres trabalham dedicam muito esforço na terra e só serve para a subsistência.

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