Preto & Branco

Governo equaciona interromper importação de frangos

O Presidente da República, Filipe Nyusi, avaliando a campanha agrícola 2020-2021, no âmbito do lançamento da actual campanha, em Manica, assinalou o crescimento do sector pecuário, ao ponto de equacionar a interrupção da importação do frango.

Se debruçando sobre p sector da pecuária, Filipe Nyusi apontou que, na época passada, houve crescimento de 9 por cento, com destaque para a avicultura que teve uma produção de mais de 10 mil toneladas de frango e mais de 2.9 milhões de dúzias de ovos.“Face a esse cenário, estive em conversa com o ministro da Indústria e Comércio para ver se era possível parar com a importação de frangos ou mesmo de pedaços. Mas achamos melhor esperar mais um pouco e não nos precipitar. É nosso desejo produzir em abundância e depois disso, tomar decisões com maior precisão e duradoiras”

O estadista falava no lançamento, na segunda-feira última, em Vanduzi, província de Manica, da Campanha Agrícola 2021-2022. No evento, o Chefe de Estado começou por anunciar que as projecções de crescimento na agricultura, na campanha agrária passada, foram superadas.

“Projectávamos crescer 4.1 porcento, mas atingimos um crescimento robusto do sector de 8.2 porcento, isso quer dizer que tivemos muito acima do previsto”, referiu Filipe Nyusi, tendo lamentado o facto do subsector de outras culturas ter registado um decréscimo de produção do tabaco, chá e cana-de-açúcar, na ordem de 2 por cento.

“Não porque não haja capacidade de produção, ou porque as condições não estejam criadas. O que acontece é que há certos produtos que dependem muito do mercado internacional, mas faremos esforço para melhorar essa situação, sobretudo na questão da cana-de-açúcar e chá”, confiou.

Durante a sua intervenção, o Presidente da República dedicou parte da sua atenção ao sector privado que, na sua opinião, tem vindo a contribuir para o aumento da produção e da produtividade no país.

“Estou muito satisfeito com o sector privado envolvido no sector agrícola no país. Notámos que não lamenta, mas pelo contrário, faz tudo para dar o seu melhor de modo a melhorar os níveis de produção. Notámos ainda que quando intervém, o faz para apresentar inquietações válidas. Eles dizem o que não está bem e adiantam soluções. Nos nossos contactos com produtores de algodão, macadâmia e tabaco, eles tem vindo a apresentar inquietações concretas e a sugerir possíveis soluções”, vincou o estadista, tendo, em seguida, acrescentado que isso o encoraja a si e ao seu governo para que continuem a trabalhar para a melhoria do ambiente de negócios.

“Aproveito esta ocasião para avançar que orientei ao meu Governo para acelerar os processos de reforma em curso, para que se simplifique os processos burocráticos no licenciamento e concessão de DUAT; na tramitação de processos relacionados com obrigações fiscais entre outras medidas, para que não haja tantas dificuldades de o empresariado desenvolver as suas actividades neste sector nevrálgico”, apontou.

Noutro desenvolvimento, o Chefe de Estado destacou que para que tais iniciativas governamentais tenham sucesso é importante que o sector privado continue a primar por projectos adequados à realidade do país e à zona onde o projecto foi implantado.

“Isso só se consegue apresentando programas de investimento que sejam comercialmente viáveis e que possam reduzir, sobremaneira, a sua dependência em relação a fundos públicos. Isso contribuiria para a reduzir o esforço financeiro que o erário público tem feito, por via de financiamento bonificados, para a estabilização de preços. Isso também reduziria concessão de determinados subsídios para culturas de exportação como é o caso do algodão”, exemplificou.

Adicionar comentário

Leave a Reply