Preto & Branco

Assassino da ambientalista confessa

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na Cidade de Maputo, deteve um jovem suspeito de envolvimento no assassinato da bióloga e activista ambiental, Lara Muaves, sendo que as suas declarações revelam uma confissão.

Na verdade, foi na noite do passado dia 15 do mês em curso que o crime foi cometido, mas só na manhã do dia seguinte o corpo da Lara Muaves foi descoberto numa vala de drenagem em frente a um terreno baldio, no bairro da Costa do Sol, a escassos metros da sua residência.

No último fim-de-semana já se falava de detidos, neste caso dois suspeitos, mas sendo o principal suspeito um jovem de 25 anos de idade, que conta que a vítima era amiga da sua mãe. E além de fazer trabalhos que a finada mandava, o jovem alega que mantinha uma relação amorosa e na fatídica noite houve uma briga entre o indiciado e a Lara Muaves.

Confissão …

“Quando ela chegou estivemos lá, ficamos a beber e tudo mais, e começamos a discutir sobre alguns assuntos. Já não me recordo exactamente o que aconteceu, então durante a discussão aconteceram várias coisas, empurrão para lá, empurrão para cá e de tal forma que aconteceu o que aconteceu. Eu estou arrependido com tudo o que aconteceu, pena que não tenho como voltar atrás e não cometer o mesmo erro”, declarou publicamente o indiciado apos detenção..

A dar fundamento à confissão do indiciado, Hilário Lole, porta-voz da instituição policial, apontou que durante a investigação, constatou-se a existência de indícios de uma suposta relação amorosa e foram os telefones da vítima que permitiram chegar a esta conclusão e à detenção do indiciado. Lole diz, ainda, que é preciso continuar a aprofundar as investigações em relação a este caso, mas também não descarta a possibilidade de o suspeito ter agido com o intuito de roubar os pertences da vítima.

“Foi tudo orquestrado pelo jovem para tirar a sua viatura e tirar seu dinheiro. O jovem tirou a vida da cidadã na sua residência e a levou até onde foi encontrado o corpo, como forma de ludibriar aquilo que seriam as investigações, querendo fazer passar a ideia de que tratou-se de um roubo, que culminou com crime de homicídio, enquanto tudo estava planeado”.

No entanto, o indiciado garante que cometeu o crime sozinho e o jovem que o acompanhava na detenção não tem nenhum envolvimento no caso. Disse, apenas, que o mesmo esta ali com ele porque depois de tortura que sofreu nas mãos das autoridades acabou mencionando o seu conhecido, garantindo, no entanto, que ele não tem absolutamente nada com o caso.

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