Preto & Branco

Raptos atinge classe médica

A Associação dos Médicos de Moçambique e a Ordem dos Médicos de Moçambique dizem-se aterrorizadas com a deterioração da situação de segurança no país, ao sentirem-se atingidos no seu âmago com rapto de colega em menos de 24 horas e em plena luz do dia.

 A inquietação daquelas organizações segue-se ao rapto, na quinta-feira passada (7de Outubro) do médico e empresário Basit Gani, a prestar serviço no Hospital Privado de Maputo, isto, em seguida a um outro em menos de 24 horas na cidade de Maputo.

O rapto do doutor Basit Gani, um jovem médico a prestar serviço no Hospital Privado de Maputo, é um grave sinal de deterioração da situação de segurança em Moçambique e na cidade de Maputo, em particular, que pode ter preocupantes consequências no dia a dia dos profissionais de saúde, um sector já martirizado pela Covid-19 e seus efeitos”, declarou o presidente da Associação dos Médicos de Moçambique, Milton Tatia, em declarações à comunicação social.

” Por seu turno, o Bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique, Gilberto Manhiça, considera que a segurança é condição primordial para o sucesso de qualquer actividade, por isso sem ela não se pode cuidar dos pacientes com a serenidade necessária.

Segundo apuramos, as vítimas dos raptos, ocorridos todos pela manhã, são Basit Gani, médico e vice-presidente da Associação Moçambicana de Empresários e Empreendedores Muçulmanos, e Nazir Tadkir, empresário na área de restauração.

A primeira vítima foi raptada por um grupo armado por volta das 07 horas, no ‘campus’ da Universidade Eduardo Mondlane e, em menos de uma hora, um outro homem foi levado à força em frente à sua residência na avenida Friedrich Engels, que alberga habitações de vários diplomatas na capital moçambicana, também por um grupo armado, confirmou a Polícia da República de Moçambique.

As duas agremiações supracitadas exigem a intervenção do Presidente da República, através das instituições que dirige, para pôr fim aos raptos.

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