Preto & Branco

Bastião do MDM contesta Lutero Simango

Membros sedeados na cidade da Beira, o bastião político do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), contestam a candidatura de Lutero Simango à presidência do partido, em sucessão do seu falecido irmão e fundador desta formação politica, Daviz Simango. Alegam ser detentor de dupla filiação partidária, o que pode colidir com a lei e penalizar o MDM

Na verdade, esta contestação dá-se no contexto de eleições internas, onde os apoiantes de um dos candidatos, por sinal o actual Secretário Geral do MDM, José Domingos, acusam Lutero Simango de ainda ser presidente de um antigo partido por si criado, o Partido de Convenção Nacional (PNC). Esta contestação vem simplesmente fortalecer a própria acusação avançado pelo próprio José Domingos, dias atrás, quando Lutero Simango manifestou a sua disposição de concorrer para a liderança do MDM, ele que é actualmente chefe da banca parlamentar desta formação politica e, sempre, foi homem de confiança do seu falecido irmão e presidente do MDM, desde a sua fundação, o Daviz Simango.

Não se fazendo de rogado, Lutero Simango veio a público para negar que não faz parte de um outro partido a não ser do MDM, todavia os apoiantes de José Domingos não acreditam nos seus fundamentos e acreditam que Lutero Simango ainda tem vínculo com um outro partido fora do MDM, exigindo que Simango apresente publicamente provas que confirmem que não é membro de outro partido.

Esta contestação ganha corpo por ser demandada a partir da delegação desta formação política na cidade da Beira, tido como bastião do MDM, onde surgiu e nunca perdeu eleições autárquicas para a liderança daquele Município.

Aliás, a pressão é tal que o adjunto mandatário da candidatura de José Manuel Domingos, Vasco Francisco, a defende que a saída de Lutero Simango do Partido de Convenção Nacional deveria ser comprovada pela devida publicação no Boletim da República, o que não aconteceu.

“Queremos convidar o cidadão Lutero Simango a demonstrar devidamente que as nossas alegações não constituem verdade”, vincou Vasco Francisco, advertindo que “não queremos correr o risco de sermos um partido impedido de participar dos processos democráticos do país por violar o número 2 do artigo 74 da Assembleia da República, que advoga que a estrutura, composição e funcionamento dos partidos políticos devem ser democráticos”, afirmou Vasco Francisco.

Para além de José Domingos e Lutero Simango, a presidência ao Movimento Democrático de Moçambique é disputada por Silvério Ronguane, também deputado na Assembleia da República pelo MDM.

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