Preto & Branco

Uma assistente social na Dinamarca

Adelaide Costa Amadeu é moçambicana e reside na Dinamarca faz 25 anos, para onde decidiu se instalar para melhores oportunidades da vida, tinha somente 19 anos de idade. Acompanha o pulsar do país natal através das redes sociais, familiares e amigos. Trabalhando como Assistente Social na área de Saúde, aponta exemplos positivos dinamarqueses que poderiam servir para fazer Moçambique crescer e desenvolver e manifesta-se decepcionada com a má gestão governamental reinante, o que a retrai de regressar …  

Acompanhe a breve entrevista tida com Adelaide Amadeu, com recurso as tecnologias de informação e comunicação   que transpõem qualquer fronteira, ligando moçambique com qualquer diáspora no mundo.

 Jornal Preto & Branco (JP&B) – Como se chama, onde nasceu e decorreu a sua infância? 

Adelaide Costa Amadeu(ACA): De nome completo chamo-me Adelina Costa Almeida Amadeu, nasci em Maputo, onde vivi até aos meus 19 anos de idade.

(JP&B) – Pode nos falar da sua formação em Moçambique?

(ACA):  O ensino primário fiz na escola 3 de Fevereiro, o segundo grau na escola da Maxaquene e o nível Secundário fiz na escola secundária Josina Machel, tenho a 12ª classe de escolaridade.

(JP&B)Quando e com que idade se desloca ao estrangeiro e com que objectivo?

(ACA): Com os meus 19 anos, vivo na Dinamarca desde 1996

(JP&B) – Como foi o enquadramento nessa nova sociedade, com hábitos e exigências diferentes?

(ACA): Difícil, para aceitar as mudanças, encarrar novos desafios.

cultura, aprender novo idioma, fora falta e saudades de amigos e familiares que havia deixado em Moçambique

(JP&B) – Que ocupação tem nesse país e quais as suas perspectivas?

(ACA): sou Assistente Social na área de Saúde. Já fui empregada na Associação Moçambicana no Reino Unido da Dinamarca.

(JP&B) Qual a sua visão sobre Moçambique e como te atualizas sobre os acontecimentos do país?

(ACA): Através de redes sociais, amigos e familiares

 

(JP&B) – Que exemplos positivos desse lado podem ser referência para o desenvolvimento de Moçambique e em que sectores?  

(ACA): Em primeiro lugar a transparência na gestão de coisa pública, o Governo deve ser transparente. Deve-se investir mais na área da Educação, Saúde, e também promover-se o empreendedorismo com via alternativa de emprego e geração de renda para combater-se a pobreza.

 

(JP&B) – Que ligações tem actualmente em Moçambique, familiares e amigos?  

(ACA): Tenho familiares e amigos

 

(JP&B) – De que maneira contribui ou espera contribuir de onde resides para o desenvolvimento de Moçambique ou regressando?

(ACA): Trocar ideias partindo da Dinamarca, o que tenho feito, implementar ideias positivas e práticas para alcançar os objectivos positivos da vida, através de exemplos que como a sociedade funciona aqui. Claro que existem os seus limites e muita diferença de cultura e costumes, mas os princípios são óptimos e dá para ter uma visão de oportunidade de um futuro melhor. Por outro lado, tinha ambição para voltar ao meu país materno, mais agora estou super decepcionada com a situação de Moçambique. Esse Moçambique não é o mesmo que eu deixei 1996. Hoje não vejo Moçambique como um país de um futuro melhor para o povo moçambicano, com grandes casos de corrupção .

 

Adicionar comentário

Leave a Reply