Preto & Branco

Auditorias buscam “purificação” do INATRO

Uma avalanche de auditorias está em marcha no Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), recém-criado em substituição do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER) que durante os seus dez anos de existência mostrou-se ser um antro de corrupção. Para que se avalie a dimensão de desmandos e desmantelar as ramificações ainda existentes auditorias multi institucionais estão em marcha,  com realce para a uma auditoria independente demandada pela novel direcção do INATRO, empossada mês findo, à qual se juntam a Inspeção Geral das Finanças e da Inspecção Geral do Tribunal Administrativo.

Segundo apuramos de fontes próximas ao Ministério dos Transportes e Comunica(MTC) , trata-se de cerca de cinco auditorias promovidas pela liderança do INATRO, encabeçada pelo seu Presidente do Conselho de Administração, Chinguane Mabote, e pela direção do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), cujo timoneiro é  Janfar Abdulaí, visando aferir a situação real de gestão e de procedimentos administrativos e de procurement, considerando que a nova instituição erga-se da problemática INATTER que já foi manchete de  comunicação social por casos de corrupção, sobretudo na sector de emissão de cartas de condução.

Enquanto a nova direcção desta instituição que já é um instituto público, promove uma auditoria independente, consta que também estão sendo accionados mecanismos para auditorias da própria Inspecção Geral dos Transportes e Comunicações, da Inspecção Geral das Finanças (pelo Ministério da Economia e Finanças); da Inspecção Geral da Administração e Função Pública e pelo Tribunal Administrativo

Consta que além de esquemas de negligência e corrupção internos no ex-INATTER, também registavam-se interferências por alguns quadros do próprio Ministério para propiciar a efectivação de seus negócios e interesses pessoais, situações que poderão transitar para a nova instituição porque o grosso de pessoal transita daquela já extinta, incluindo alguns que exerciam cargos de chefia. Destes alguns poderão ser sancionados caso as auditorias sejam reveladoras em termos de responsabilidades por desmandos e negligências de gestão e administrativas.

É de recordar que mais recentemente, em Julho último, foram detidos 16 funcionários do extinto INATTER, pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), acusados de vender cartas de condução, dos quais além de examinadores, técnicos informáticos, estavam inclusos quadros afectos à secretaria.

No entanto, parece haver desconfiança que a nível nuclear, na componente do procurement, haja registo de várias falcatruas para benefício particulares. Contudo trata-se de assuntos que iremos procurar aprofundar junto dos corredores tanto do Ministério dos Transportes e Comunicações assim como do INATRO, além de uma atenção especial às aludidas auditorias, pois ainda não conseguimos chegar à fala com representantes institucionais por alegadamente estarem absortos nos dossiers relacionados com o Conselho Coordenador do pelouro dos Transporte s e Comunicações recentemente realizado.

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