Preto & Branco

CDD quer divulgação do “pacto” entre Nyusi Kagame

O Centro para Democracia e Desenvolvimento exige que acordos assinados entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e do Ruanda, Paul Kagamé, sejam abertos ao público, visto que até ao momento estão embrulhados em secretismo, o que adensa a suspeita de existir alguma “moeda” de troca pelo apoio militar ruandês no combate aos insurgentes em Cabo Delgado.

O Centro para Democracia e Desenvolvimento defendeu, há dias, a divulgação das informações sobre os acordos assinados entre o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o seu homólogo do Ruanda, Paul Kagamé, no âmbito da visita que este efetuou a Moçambique. “Governo deve informar os moçambicanos sobre acordos assinados com o regime de Kigali durante a visita de Paul Kagamé”, refere o Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) em comunicado.
A visita de trabalho do chefe de Estado ruandês começou na sexta-feira (24.09) na província de Cabo Delgado e, no domingo, Kagamé participou nas celebrações do dia 25 de setembro, Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, numa agenda de trabalho que resultou na tomada de “decisões importantes”, segundo o chefe de Estado moçambicano, que não avançou mais detalhes.
Para o CDD, os acordos e decisões tomadas durante os encontros entre Nyusi e Kagamé deviam ter sido divulgadas pelo chefe de Estado moçambicano, principalmente num momento em que as forças ruandesas apoiam Moçambique no combate contra os grupos insurgentes em Cabo Delgado.
“O secretismo em volta das decisões importantes e dos acordos assinados com o regime de Kigali acontece numa altura em que não está claro que preço é que Moçambique vai pagar pela intervenção militar do Ruanda na luta contra o extremismo violento em Cabo Delgado”, refere-se no comunicado do CDD.

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