Preto & Branco

União monetária na SADC continua miragem

A Cimeira de Lilongwe reafirmou a posição da SADC, de que a criação da União Monetária e do Banco Central do bloco é um objectivo a longo prazo, sem perspectivas claras, o que pode dever-se as grandes disparidades económicas e dos sistemas financeiros dos países integrantes.

Argumenta-se  que aqueles propósitos devem estar alicerçados na concretização das condições prévias necessárias, nomeadamente a harmonização das políticas fiscais e monetárias dos países da SADC e uma maior convergência dos sistemas bancários, pelo não existe previsão para a concretização da  união monetária.

No entanto, a posição do Zimbabwe, pode também constituir um entreve para avanços significativos na matéria,  pois este pais ainda está sujeito às sanções impostas ao Zimbabwe, pelos Estados Unidos de América e União Europeia, há cerca de duas décadas, que visavam sobretudo familiares e elementos próximos do ex-presidente Robert Mugabe, acusados de violência e fraude eleitoral, facto que degenerou numa grave crise económica naquele país vizinho. De facto, é uma equação “meio complicada” discutir a união monetária e bancária, com uma forte disparidade económica entre os países da SADC, em termos dos respectivos mercados financeiros e interbancários, assente no fosso cambial, cada vez maior entre Zimbabwe e os restantes países da África Austral.

Por isso, a Cimeira de Lilongwe reiterou o seu apelo para a retirada incondicional das sanções impostas à República do Zimbabwe e para o apoio ao Zimbabwe nos esforços em curso tendo em vista o fortalecimento socioeconómico do país.

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