Preto & Branco

Forças Integrantes da SADC à conta-gotas

Após o anúncio, passa um mês, do envio de uma força conjunta da Comunidade dos Países para o Desenvolvimento da Africa Austral (SADC)  para apoiar as autoridades moçambicanas a debelar as atrocidades perpetradas pelos terroristas em Cabo Delgado vão passa quatro, somente cinco já marcam presença.

Dos 16 países que constituem a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), sete (excluindo Moçambique) é que integram a Força em Estado de Alerta da região, mandatada para apoiar as Forças de Defesa e Segurança (FDS) em Moçambique,  com a ressalva que Malawi e Zimbabwe apenas enviaram peritos para as missões de coordenação.

Os restantes Estados-membros não enviaram, até ao momento, suas comitivas militar ou outras formas de comparticipação contra esta saga terrorista que já preocupa o continente africano e o mundo. Dos que ainda não deram “caras” consta a Zâmbia, Namíbia, Eswatini, Comores, República Democrática do Congo, Seychelles, Madagáscar e Maurícias.

De acordo com as informações oficiais veiculadas nesta segunda-feira, durante o lançamento da missão da SADC em Cabo Delgado, estão presentes no teatro operacional somente a Tanzânia, Angola, Botswana, África do Sul e Lesotho.

Oficialmente, não se justificou as ausências, no entanto, considerando que cada país custeia as despesas da sua força, especula-se de trata-se de questão de ordem financeira, que talvez esteja ainda a ser equacionada e viabilizada, para os que podem a considerar que a permanência pode ser longa. Outro factor pode prender-se da necessidade de melhor se estudar o fenómeno terrorista de Cabo Delgado, por cada país, e viabilizar uma operação militar de natureza solicitada.

Aliás, o Presidente do Botswana e do Órgão para a Cooperação na Área da Defesa e Segurança da SADC, esclareceu que trata-se da primeira missão militar “posta em prática na região”.

Enquanto isso, na base de uma cooperação bilateral, as forças ruandesas já se encontra a operar, passa um mês, no teatro militar, em parelha com as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, tendo ajudado a recuperar a vila do distrito de Mocímboa da Praia, que se encontrava nas mãos dos terroristas desde Agosto de 2020.  As incursões terroristas duram há quase quatro anos e já ceifaram a vida de mais de 2 mil pessoas e causaram mais de 817 mil deslocados.

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