Preto & Branco

FMI ainda se nega a apoiar Orçamento do Estado

O Fundo Monetário Internacional (FMI), passados cinco após rompimento do apoio orçamental ao Estado moçambicano devido ao escândalo das dividas ocultas, ainda não esta confortável para a retoma do apoio ao Orçamento do Estado.

Segundo o Representante do FMI em Moçambique, Alexis Meyer-Cirkel, em causa está o facto de a instituição e o Governo não terem chegado ainda a acordo nas conversações que visam retomar o apoio directo.

“Infelizmente, não posso prever o futuro. Não sei como essas conversas irão acontecer, mas, de qualquer forma, o que posso dizer é que nós temos todas as discussões técnicas. Temos o contacto frequente com as autoridades e temos um relacionamento muito bom e tudo o resto depende da evolução dessas discussões”, respondeu Meyer-Cirkel, num evento organizado, semana finda, pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Entretanto, Meyer-Cirkel lembrou que o FMI continua a apoiar a assistência financeira desde 2019, ano em que o país foi assolado por dois ciclones, no âmbito do Instrumento de Crédito Rápido (RCF, na sigla inglesa).

É de recordar que o FMI cortou o financiamento directo ao Orçamento do Estado em 2016, após a descoberta do escândalo das dívidas ocultas que levou o país ao descrédito nas instituições financeiras internacionais. Em conexão com o caso, sublinhe-se, foram constituídos 19 arguidos (18 detidos e um em liberdade condicional), cujo julgamento inicia no próximo dia 23 de Agosto. O antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, está detido na África do Sul desde finais de 2018 também em conexão com o caso.

Para além do FMI, o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e demais parceiros de cooperação congelaram o financiamento directo ao Orçamento do Estado.

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