Preto & Branco

Novo rosto do Estado em Cabo Delgado

A província de Cabo Delgado, no norte do país, tem um novo secretário de Estado desde última sexta-feira e chama-se  António Supeia, sendo o seu grande desafio, incontornavelmente, a gestão da crise humanitária, provocada pelos ataques terroristas que assolam aquela província passam três anos, mas cujo impacto mais se faz sentir nos últimos tempos.

No discurso inaugural durante a cerimónia de tomada de posse,, na cidade de Pemba, Supeia apontou o terrorismo como um dos principais entraves à melhoria da condição de vida das populações no norte do país. “Dispensaremos a atenção que o assunto merece e comprometemo-nos a trabalhar em estreita articulação com as nossas briosas Forças de Defesa e Segurança, estacionadas no Teatro Operacional Norte”, assegurou.

Os ataques de insurgentes no norte do país começaram em 2017 e mergulharam a província numa crise humanitária sem precedentes, sendo que mais de 700 mil pessoas foram obrigadas a fugir das suas casas.

Por outro lado, o  novo secretário de Estado prometeu dar seguimento aos projectos iniciados pelo seu antecessor, Armindo Ngunga, para o desenvolvimento da província. “Cabo Delgado não é só o território de enormes e mais mediatizados desafios que o país ora conhece”, lembrou António Supeia. “É também uma terra de oportunidades sobre a qual repousa a esperança de todo um povo, para colher os ganhos indiretos e diretos dos megaprojetos de exploração de gás natural liquefeito e ainda da exploração de reservas significativas de rubis, de grafite, de ouro e outros recursos minerais aprazíveis pelo mundo fora.”

Armindo Ngunga na ADIN

Supeia sucede a Armindo Ngunga, que esteve durante 15 meses à frente dos destinos da província. Uma das marcas do antigo dirigente foi a criação de aldeias de reassentamento para os deslocados dos ataques terroristas e para as vítimas do ciclone Kenneth.

Ngunga foi nomeado para dirigir a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN).

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