Preto & Branco

ONG especializa em conflitos sugere diálogo com terroristas

O International Crisis Group (ICG) sugere que o Governo moçambicano combine a resposta militar com apoio às comunidades frustradas e diálogo com o grupo de insurgentes que matam e destroem na região de Cabo Delgado, norte de Moçambique, passam três anos.

Em seu relatório divulgado sexta-feira última (11 de Junho) sobre a crise de segurança em Cabo Delgado, especialistas do International Crisis Group (ICG), sedeada em Bruxelas, apontam que Moçambique precisaria de resolver “o conjunto de factores locais que estimulam militantes ao conflito” a fim de conter a violência.

Se descartar a intervenção militar e com apoio internacional, mas comedido, para internacionalizar a intervenção terrorista, o ICG insta o Governo a concentrar-se em conter a expansão dos jihadistas e proteger civis deslocados, vincando-se que “ é necessário que haja um nível adequado de apoio militar para pressionar este grupo […] a considerar a rendição, mas também para lhes oferecer uma saída”, salientou o principal autor do relatório, o especialista Dino Mahtani, citado pela AFP.

Os especialistas desta organização internacional consideram que factores sócio-económicos desencadearam a insurreição, com realce para a pobreza e as restrições económicas, que geraram sentimentos de alienação entre os jovens, pelo que o Estado moçambicano deveria utilizar os recursos disponibilizados por doadores para financiar projectos de desenvolvimento que pudessem “acalmar as tensões locais” e proporcionar meios de subsistência alternativos para aqueles que estão a considerar participar na insurreição, bem como para aqueles que já se juntaram às fileiras terroristas.

Dino Mahtani, especialista considera que a ajuda abriria um “canal-chave” para um diálogo urgente com os jihadistas e prepararia o caminho para discussões de amnistia.

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