Preto & Branco

Total esclarece “fuga” de Afungi

Após a retirada total do seu pessoal da península de Afungi, onde decorre o projecto de gás do Rovuma, em virtude do ataque terrorista e devastador ao distrito de Palma, a 24 de Março, a petrolífera Total, esta semana veio a publico, esclarecer que  a “fuga” de Afungi não significa abandono do projecto, mas sim cancelamento.

Horas depois de a petrolífera ter justificado com motivos de “força maior” a retirada de todo o pessoal do norte de Moçambique, após o agravamento da violência armada de terroristas, com o ataque a Palma, em 24 de Março, próximo ao projecto de gás, esclarecimentos provenientes de Paris (capital francesa) e sede da empresa, procuraram dissipar equívocos.

“A Total continua comprometida com Moçambique e com o desenvolvimento do projecto da Área 1 quando as condições o permitirem, e continuará a acompanhar a evolução da situação com grande atenção, em estreito contacto com as autoridades”, esclareceu a porta-voz da empresa, Anastasia Zhivulina, quando questionada pela Lusa, se a declaração de “força maior” implica a suspensão ou o cancelamento do projecto.

Anastasia Zhivulina referiu que “a ‘força maior’ foi declarada porque a Total é incapaz de cumprir as suas obrigações em resultado da severa deterioração da situação de segurança em Cabo Delgado, um assunto que está completamente fora do controlo da Total”, acrescentando que o projecto está suspenso, e não cancelado.

Estas declarações à Lusa a partir de Paris, surgiram horas depois de a petrolífera ter justificado com motivos de “força maior” a retirada de todo o pessoal de Cabo Delgado, particularmente de Afungi, após o agravamento da violência armada de rebeldes, com o ataque a Palma, em 24 de Março.

Avaliado em 2.2 biliões de dólares, este projecto de gás, liderado pela Total, constitui o maior investimento privado em curso em África e tinha como inicio da produção 2024, mas com a actual situação e suspensão não se sabe a real data.

 

 

 

 

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