Preto & Branco

Polícia caça atiradores em Capirizange

A Polícia da República de Moçambique (PRM) está no encalço de indivíduos desconhecidos, que de armas em punho dispararam contra um posto policial em Moatize, na província de Tete.

Homens armados não identificados atacaram na madrugada de sábado (10 de Abril ) o posto policial de Capirizange, no distrito de Moatize, na província de Tete.

A porta-voz do Comando Provincial da Polícia, Deolinda Matsinhe, citado pela DW Africa confirmou o incidente e salientou que não há vítimas. Segundo a policial a situação está “calma e controlada”. A unidade policial atacada fica no corredor Tete-Zóbuè-Calomwe, que dá acesso à fronteira com o Malawi.

Matsinhe relatou à Rádio Moçambique que os homens não entraram nas instalações do posto, simplesmente dispararam e puseram-se em fuga. A polícia investiga quem eram e o realmente os indivíduos pretendiam, para que se possa “responsabilizá-los criminalmente”.

A porta-voz do Comando Provincial da Polícia em Tete informou que foi criada uma equipa multi-sectorial para esclarecer o caso e apelou à população para se manter vigilante e denunciar qualquer movimentação de “indivíduos de conduta duvidosa”.

Acção da Junta Militar?

Para o analista Dércio Alfazema, citado pela DW Africa, é importante que os autores do ataque sejam identificados para saber se o incidente está vinculado ou não à Junta Militar da RENAMO, que até agora não reivindicou o ataque.

Alfazema alerta que o incidente ocorre dentro de um contexto que chama a atenção. “Recentemente, Mariano Nhongo, que é o líder da Junta Militar, proferiu ameaças de retorno à instabilidade. Enquanto não se resolver a situação da Junta Militar, nós não podemos garantir que tenhamos estabilidade ao longo da zona centro do país”, disse.

Analista acredita que é preciso discursos e ações “mais convincentes” para que se possa mobilizar Mariano Nhongo a aderir ao processo de desarmamento e a “aproximar-se das autoridades competentes”.

 

 

 

 

 

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