Preto & Branco

EUA reitera apoio ao Governo

Após a condenação da ofensiva de insurgentes em Palma, pelo Departamento de Estado e da Embaixada americana em Maputo, o Departamento de Defesa dos EUA reitera apoio para combater os terroristas.

Em comunicado de imprensa divulgado na segunda-feira última, 29 de Março, o porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA assegura apoio a Moçambique. “Continuamos determinados a cooperar com o Governo de Moçambique no contra terrorismo e no combate ao extremismo violento e a derrotar o ISIS”,.

Este posicionamento surge depois de notícias não confirmadas oficialmente da morte de dezenas de pessoas, entre elas vários estrangeiros que trabalham nos milionários projectors de exploração de gás naquela província.

John Kirby acrescentou que os ataques “demonstram uma total falta de respeito pelo bem-estar e segurança da população local, que sofre terrivelmente com as táticas brutais e indiscriminadas dos terroristas”, sem, no entanto, dizer como os Estados Unidos vão apoiar as autoridades moçambicanas no terreno.

O porta-voz do Departamento de Estado também não fez referência à declaração da mesma segunda-feira do Estado Islâmico, de que controla a cidade de Palma.

Desde quarta-feira, 24, insurgentes lançaram um forte ataque à cidade de Palma, que fica muito próxima dos investimentos na exploração de gás, feitos por várias multinacionais.

Na quinta-feira, o Ministério da Defesa Nacional reconheceu os ataques, mas até então não conhecia o real rescaldo, mas já se fala do registo de dezenas de mortos entre nacionais e estrangeiros civis, assim como nas fileiras das FDS e dos terroristas.

Apesar do silêncio, em determinados círculos, fontes próximas do Governo e das FDS garantem que os terroristas não têm para onde fugir e que estão a ser perseguidos sem tréguas.

É de recordar que no passado dia 10 de Março, os Estados Unidos designaram o Estado Islâmico de Moçambique (ISIS-Mozambique), também conhecido por Ansar al-Sunna e Al-Shabab, uma organização terrorista e avisaram que qualquer instituição ou indivíduos que se envolvam com o grupo estarão sujeitos a sanções americanas e a possíveis acções de agências policiais americanas.

O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, lembrou, na altura, que essa designação “é um importante passo na luta global para se derrotar o ISIS (Estado Islâmico) ”.

“Continuamos decididamente envolvidos com os nossos parceiros para fazer face a desafios de segurança e para fazer avançar a paz e segurança em África”, conclui Price.

Washington reiterou que estima-se que “mais de 2.300 civis, membros FDS e suspeitos militantes do ISIS-Moçambique foram mortos desde que o grupo terrorista iniciou a sua violenta insurgência extremista”.

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