Preto & Branco

Junta Militar da Renamo mais enfraquecida

Matsangaíssa Jr banaliza Nhongo

Com o abandono da autoproclamada Junta Militar da Renamo pelo André Matsangaíssa jr, sobrinho do fundador da Renamo, André Matsangaissa e braço direito do Mariano Nhongo [líder da auto-proclamada Junta Militar], este, fica cada vez mais banalizado, visto ter sido abandonado por tantos outros, incluindo seus homens de confiança.

André Matsangaissa jr, que dirigia as operações de instabilidade de uma das frentes da “Junta Militar”, foi recebido na segunda-feira(1 de Março) pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, tendo após o encontro afirmado que abandona o grupo para dar contributo no desenvolvimento nacional.

Num breve contacto com jornalistas  Matsangaissa Jr disse: “O objectivo que me leva a estar aqui, principalmente, é a paz; paz que deve haver no centro do país”, ajuntando que  abandonou o grupo comandado por Mariano Nhongo em resposta ao apelo do líder do grupo de contacto para o processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração (DDR) dos homens armados da Renamo, o também enviado especial do Secretário-geral das Nações Unidas para o diálogo político em Moçambique, o diplomata suíço Mirko Manzoni.

“Quando recebi o convite, preferi aceitar, como forma de estar deste lado, para um melhor diálogo com vista a acabar com o conflito na zona centro do país”, vincou Matsangaissa.

Na verdade, André Júnior foi apresentado ao Presidente da República, Filipe Nyusi, pelo representante pessoal do Secretário-geral das Nações Unidas em Moçambique, Mirko Manzoni, que igualmente preside ao Grupo de Contacto do processo de Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração (DDR) dos ex-guerrilheiros da Renamo.

O Presidente da Republica disse que a adesão de Matsangaissa Júnior ao DDR representa o grau de consciência que os moçambicanos estão a ganhar para com a paz, aludindo que porém que o alcance da paz é um processo.  «Estamos numa fase em que praticamente os ataques pararam, não quero dizer que acabaram, mas é um passo que nós temos de acarinhar», disse o PR.

A abandono a Nhongo pelo Matsagaissa é mais uma de várias “baixas” na Junta Militar, depois da saída do antigo porta-voz, João Machava, em Novembro de 2020, e do “número dois” Paulo Filipe Nguirinde, no início de Fevereiro último, alem de tantos outros integrantes do grupo que, inclusive, já estão a beneficiar-se do DDR,

Palavras de Filipe Nyusi no faccebook

“Hoje [alusão a 1 de Março] recebi o Enviado Pessoal do Secretário Geral da ONU. Na ocasião, o Presidente do Grupo de Contacto no âmbito do DDR, Mirko Manzoni, apresentou-me André Matsangaíssa Júnior, que decidiu abandonar a Junta Militar da Renamo e voltar ao convívio dos moçambicanos pela paz, em resposta ao meu convite e do envido especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique, um gesto que todos devemos saudar e encorajar.

O facto de ele decidir juntar-se a nós não quer dizer que tem as mesmas ideias do Governo, de um partido ou de um outro cidadão, mas a decisão que tomou de que quer viver na diferença com os outros moçambicanos é que é salutar.

Felicito também as Forças de Defesa e Segurança pelo facto de não pensarem que as vitórias só se fazem no campo de batalha. Esta maneira pacífica é uma das melhores vitórias que podemos ter como moçambicanos, porque as vitórias nem sempre podem ser no teatro operativo.

Apelo aos membros da Junta Militar da Renamo nas províncias Manica, Sofala, Tete e Niassa para que se juntem à razão e ao povo moçambicano, para como irmãos participarem na construção do país. A comunicação social também deve apoiar estes esforços, conversando e colhendo visões doutras forças vivas da sociedade moçambicana para que contribuam para a pacificação do país.”   (in facebook presidencial)

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